Nike enfrenta desafios e busca reverter queda no mercado consumidor

Após perdas significativas, gigante dos artigos esportivos aposta em inovação e marketing para recuperação

Nike luta para reverter queda nos lucros e receita, apostando em inovação e força da marca para recuperar investidores.

Contexto atual da Nike no mercado de consumo

Nike buy and hold é uma expressão que resume o sentimento dos investidores a respeito da gigante dos artigos esportivos que, apesar de seu domínio global, tem enfrentado um período turbulento. Em fiscal 2025, encerrado em 31 de maio, a Nike registrou receita superior a US$ 46 bilhões, mas também sofreu uma queda expressiva de 42% no lucro diluído por ação (EPS), chegando a US$ 2,16. Para o ano fiscal de 2026, as estimativas indicam uma nova queda de 28% no EPS, cenário que reflete pressões externas como tarifas altas e promoções agressivas no mercado chinês, além da desaceleração na demanda global.

Impactos financeiros e desafios enfrentados

O desempenho financeiro recente da Nike revela uma queda de quase 10% na receita em 2025, contrastando com o crescimento de 9,6% no ano fiscal anterior. A desaceleração das vendas e a redução da margem de lucro indicam que a empresa enfrenta desafios significativos para manter sua posição. Investidores que aplicaram capital há cinco anos teriam sofrido perdas substanciais de até 55%. Esses números evidenciam o momento crítico que a empresa atravessa e a necessidade de uma estratégia eficiente para reverter essa tendência negativa.

Estratégias para recuperação e inovação em produtos

Frente a esse cenário, a Nike tem se empenhado em um grande plano de turnaround, focado na inovação e melhoria na distribuição dos produtos. Após erros estratégicos durante o período da pandemia de COVID-19, a companhia busca reconquistar o entusiasmo dos consumidores por meio do lançamento frequente de edições limitadas e produtos inovadores, além de fortalecer sua capacidade de marketing, considerada uma das melhores não apenas no setor esportivo, mas em toda a indústria.

Vantagem competitiva da marca e poder de precificação

Apesar das dificuldades, a Nike mantém uma margem bruta robusta de 40,6% no segundo trimestre de 2026, demonstrando seu poder de precificação e a fidelidade do consumidor. A forte presença da marca e o relacionamento com atletas renomados e grandes ligas esportivas continuam sendo ativos estratégicos que oferecem vantagem competitiva relevante. Esses fatores são fundamentais para manter a relevância da empresa e apoiar a recuperação no médio prazo.

Perspectivas para investidores e riscos envolvidos

Embora a Nike ainda não seja uma ação para “buy and hold forever” no momento, investidores com maior tolerância a risco podem considerar uma posição moderada, apostando na possibilidade de uma recuperação acelerada. Contudo, existe a possibilidade de que a reestruturação e as melhorias demorem mais que o esperado, transformando o investimento em um ativo de baixo desempenho por um período prolongado. Assim, a decisão de investir deve considerar cuidadosamente o equilíbrio entre potencial de valorização e riscos associados.

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: