Toffoli cobra explicações da Polícia Federal por atraso em operação contra Banco Master

Ministro do STF critica demora no cumprimento de mandados e aponta risco à investigação da fraude bilionária

Ministro Dias Toffoli cobra explicações da PF por atraso na operação contra fraudes no Banco Master, questionando possível prejuízo à investigação.

Toffoli cobra explicações da Polícia Federal após atraso em operação do Banco Master

No contexto da segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada na manhã da terça-feira, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, cobrou formalmente explicações da Polícia Federal (PF) pela demora no cumprimento dos mandados judiciais. Toffoli apontou que a corporação não cumpriu a ordem do STF para executar a operação no prazo de 24 horas, estabelecido após a autorização concedida em 7 de janeiro. O ministro expressou preocupação com a possibilidade de comprometimento da preservação das provas, ressaltando que a falta de empenho da PF pode afetar negativamente a investigação das fraudes bilionárias no Banco Master.

Detalhes da operação Compliance Zero e alcance das medidas judiciais

A operação cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a seus familiares, incluindo o pai, irmã e o cunhado Fabiano Campos Zettel. Além disso, outros alvos foram o investidor João Carlos Mansur e o empresário Nelson Tanure, conhecido por atuar em empresas em crise. Durante as ações, foram apreendidos celulares no Aeroporto de Guarulhos e no Aeroporto do Galeão, além de quase R$ 100 mil em espécie, veículos de luxo, relógios caros e uma arma. O bloqueio e sequestro de bens ultrapassam R$ 5,7 bilhões, demonstrando a magnitude das medidas adotadas para conter a fraude investigada.

Críticas do ministro Toffoli às ações e responsabilidades da Polícia Federal

Toffoli destacou que a Polícia Federal teve tempo suficiente para planejar e executar a operação, mas que o descumprimento do prazo e a aparente falta de empenho configuram uma atitude que ele classificou como “inércia exclusiva da Polícia Federal”. No despacho, o ministro deixou claro que qualquer frustração nas medidas determinadas será de responsabilidade única da corporação, exigindo um posicionamento oficial do diretor-geral da PF. Essa cobrança reforça a importância da atuação rigorosa e eficiente das autoridades para garantir o andamento correto das investigações judiciais.

Impactos da investigação para o sistema financeiro e a economia

O caso Banco Master, considerado pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad como possivelmente a maior fraude bancária da história do país, traz à tona riscos significativos ao sistema financeiro nacional. A amplitude do prejuízo ainda está sendo avaliada, mas as medidas tomadas indicam uma tentativa de blindar o mercado contra danos irreparáveis. A investigação reforça a necessidade de uma fiscalização rigorosa e da cooperação entre órgãos para assegurar a transparência e a segurança das operações financeiras no país.

Contexto jurídico e próximos passos da investigação

A decisão judicial que autorizou a operação Compliance Zero demonstra a atuação do STF no combate a crimes financeiros de grande escala. A cobrança de Toffoli por explicações da Polícia Federal evidencia a fiscalização judicial sobre o cumprimento das ordens judiciais, essencial para a efetividade das medidas. Os próximos passos incluem o aprofundamento das investigações, análise dos dados coletados e possíveis desdobramentos judiciais que poderão envolver novos mandados e prisões, com o objetivo de responsabilizar todos os envolvidos na fraude bancária.

Fonte: agenciavoz.com.br

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