Taxas do Tesouro Direto oscilam com alta de prévia do PIB em novembro

Rendimentos dos títulos prefixados avançam, enquanto papéis atrelados à inflação apresentam queda após dados do IBC-Br

Taxas do Tesouro Direto oscilam nesta sexta com alta do PIB em novembro; prefixados sobem e títulos atrelados à inflação recuam.

As taxas do Tesouro Direto oscilaram na sessão desta sexta-feira (16), refletindo o contexto econômico marcado pela divulgação da prévia do Produto Interno Bruto (PIB) para novembro pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador registrou alta de 0,7% em relação ao mês anterior, superando a expectativa de crescimento de 0,3% apontada por pesquisa na Reuters.

Rendimentos prefixados apresentam alta moderada após dados do IBC-Br

Os títulos prefixados do Tesouro Direto com vencimentos em 2028, 2032 e 2035, todos com juros semestrais, tiveram aumento em seus rendimentos, que passaram a 13,04%, 13,64% e 13,73%, respectivamente. Na véspera, as taxas eram ligeiramente menores, o que indica uma reação positiva dos investidores ao cenário econômico mais favorável.

Títulos atrelados à inflação têm queda em grande parte dos vencimentos

Em contrapartida, os papéis vinculados à inflação, incluindo os vencimentos de 2035, 2045, 2050 e 2060, apresentaram recuo em suas taxas, passando a IPCA+ 7,66%, 7,36%, 7,10% e 7,28%, respectivamente. O Tesouro IPCA+ 2040 manteve-se estável, com rendimento em 7,35%. Essa oscilação reflete ajustes dos investidores diante da expectativa de inflação e política monetária.

Influência dos títulos americanos e contexto internacional

Os títulos do Tesouro dos Estados Unidos também registraram alta nesta sexta-feira. O papel de 10 anos, referência global, foi negociado a 4,191%, enquanto os ativos de 20 e 30 anos ficaram em 4,771% e 4,82%. Esses movimentos sugerem um ambiente global de cautela, que influencia as taxas domésticas.

Perspectivas para a economia brasileira e agenda política

O avanço do IBC-Br em novembro, com alta anual de 1,2% e crescimento acumulado de 2,4% em 12 meses, sinaliza recuperação gradual da economia brasileira. Essa dinâmica tem impacto direto nas decisões de investimento no Tesouro Direto.

No cenário político, a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, mantém os investidores atentos, já que acordos e parcerias internacionais podem influenciar o ambiente econômico e financeiro.

O comportamento das taxas de juros dos títulos públicos reflete a interseção entre indicadores econômicos, políticas fiscais e monetárias, e eventos políticos, exigindo atenção constante dos investidores para adequar suas estratégias diante das oscilações do mercado.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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