BTG Pactual reforça recomendação de compra para Ultrapar, projetando valorização de 39,3% e destacando portfólio estratégico e gestão ativa
BTG Pactual eleva Ultrapar (UGPA3) a top pick no setor de óleo e gás, com potencial de valorização de 39,3% e foco em crescimento e gestão eficiente.
A Ultrapar (UGPA3) tornou-se a principal recomendação do BTG Pactual para o setor de óleo e gás, com projeção de valorização significativa para os próximos 12 meses. Em relatório recente, o banco manteve a recomendação de compra para as ações da companhia, estabelecendo um preço-alvo de R$ 31, o que representa um potencial de alta de 39,3% em relação ao preço de fechamento de R$ 22,26 registrado na quinta-feira (15).
Estratégia renovada e gestão ativa impulsionam a tese de investimento
Analistas do BTG Pactual, Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, destacam a adoção de uma estratégia renovada pela Ultrapar, que envolve uma gestão de portfólio mais ativa após mudanças acionárias recentes. A companhia possui um portfólio diversificado, com foco em energia por meio da Ipiranga e Ultragaz, além de infraestrutura com Hidrovias do Brasil e Ultracargo. Essa diversidade contribui para uma expectativa de crescimento sustentável com menor volatilidade nos resultados, especialmente quando comparada a outras distribuidoras de combustíveis.
Endividamento controlado cria espaço para aquisições e dividendos
O BTG aponta que a Ultrapar mantém um nível confortável de alavancagem, projetando uma dívida líquida sobre Ebitda de 1,6 vez até o final de 2026. Esse cenário incorpora pagamentos programados de dividendos que totalizam cerca de R$ 1,2 bilhão no ano, correspondendo a aproximadamente 5% de dividend yield. A companhia ainda dispõe de uma capacidade adicional estimada em R$ 3,1 bilhões para investimentos ou aumento na distribuição aos acionistas, reforçando a flexibilidade financeira da empresa.
Desempenho positivo das unidades de negócio e perspectivas para 2026
A análise detalha o desempenho favorável de todas as unidades da Ultrapar. A Ipiranga, o principal negócio da companhia, deve alcançar uma margem Ebitda de R$ 165 por metro cúbico em 2026, suportada por um crescimento anual de cerca de 2,5% no volume de vendas e pela redução da informalidade no mercado de combustíveis. Já a Ultragaz, apesar de propostas regulatórias recentes que poderiam afetar o mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP), deve manter margens estáveis devido a limitações na implementação dessas mudanças e sua estratégia de expansão que inclui as operações Stella e Neogas.
As operações de infraestrutura, representadas pela Hidrovias e Ultracargo, também apresentam perspectivas positivas. O BTG espera que Hidrovias continue focada em racionalização de investimentos e ganhos de eficiência para aumentar o retorno sobre o capital investido (ROIC), além de buscar oportunidades seletivas de expansão. Para a Ultracargo, a expectativa é de crescimento do Ebitda em torno de 10% em 2024, impulsionado pela ampliação da capacidade e maior giro de ativos.
Possível participação na Rumo reforça foco em infraestrutura
Há indícios de que a Ultrapar tenha adquirido uma participação minoritária próxima a 5% na Rumo (RAIL3), empresa de logística ferroviária. Embora a companhia não tenha confirmado oficialmente a operação, os analistas do BTG consideram essa movimentação positiva, dado o conhecimento do CEO Marcos Lutz no setor ferroviário e a sinergia com os ativos de infraestrutura já controlados, como a Hidrovias do Brasil. A operação teria impacto moderado na alavancagem financeira, elevando-a para cerca de 1,7 vez dívida líquida sobre Ebitda.
A recomendação do BTG Pactual para Ultrapar (UGPA3) reflete a confiança na capacidade da companhia de entregar crescimento consistente, rentabilidade elevada e geração de caixa sólida, sustentada por uma gestão disciplinada e diversificação estratégica. Investidores atentos ao setor de óleo e gás terão na Ultrapar um destaque promissor para composição de carteira nos próximos anos.
Fonte: www.moneytimes.com.br
