Ghosting causa impacto e exige responsabilidade emocional, afirma psicóloga Sandra Ferrer

Especialista explica como o ghosting afeta as vítimas e destaca a importância da maturidade emocional para lidar com o fim das relações

O ghosting, prática de desaparecer sem explicações, provoca insegurança e exige responsabilidade emocional segundo a psicóloga Sandra Ferrer.

O ghosting, termo que descreve o ato de desaparecer da vida de alguém sem qualquer explicação, tem se tornado uma prática preocupante especialmente nas relações contemporâneas. A psicóloga Sandra Ferrer, especialista em apego e trauma relacional, alerta para o impacto emocional negativo que essa atitude causa nas vítimas.

Ghosting reflete uma dificuldade em lidar com conflitos emocionais

De acordo com Ferrer, o ghosting não é um fenômeno exclusivamente das redes sociais, apesar de estar associado ao “vácuo” digital. Ele já foi analisado por estudiosos como o sociólogo Zygmunt Bauman, que questionava as fragilidades dos vínculos afetivos modernos. A especialista explica que a razão por trás do ghosting está na dificuldade que algumas pessoas têm de enfrentar a intensidade emocional que os conflitos trazem.

Em vez de dialogar ou confrontar as dúvidas e desentendimentos, muitos preferem evitar o atrito, ignorando a outra pessoa, o que pode parecer uma solução mais simples, mas que gera feridas emocionais profundas.

Consequências emocionais e sociais para quem sofre ghosting

Ferrer destaca que as pessoas que são alvos do ghosting geralmente vivem em um estado de incerteza, o que pode desencadear sentimentos de culpa, baixa autoestima, ansiedade e dependência emocional. “Ghosting é violência”, afirma categoricamente a psicóloga, evidenciando que o abandono abrupto sem explicações configura uma agressão emocional.

Essa situação fragiliza a confiança nas relações futuras e prejudica a saúde mental dos envolvidos, tornando essencial o reconhecimento do problema para buscar formas de superá-lo.

A responsabilidade emocional como caminho para relações maduras

A psicóloga ressalta que aqueles que praticam o ghosting muitas vezes demonstram irresponsabilidade e falta de maturidade emocional, fugindo das consequências dos próprios atos. “Como adulto, você precisa assumir a responsabilidade pelo que entrega”, afirma Ferrer.

Ela enfatiza que todo relacionamento, seja amoroso ou não, traz desafios que exigem diálogo e honestidade. Assumir a responsabilidade emocional é fundamental para evitar feridas e promover conexões mais saudáveis.

Como superar o impacto do ghosting e construir relacionamentos melhores

Além de compreender as motivações do ghosting, Ferrer sugere que as pessoas precisam trabalhar suas próprias feridas para não repetir padrões prejudiciais. Comunicar-se sem mágoas e com maturidade é essencial para o desenvolvimento emocional.

Ela aconselha: “Não fale com a outra pessoa a partir de um lugar de mágoa. Fale com ela como um adulto maduro que consegue enxergar claramente todas as suas facetas”. Essa postura contribui para a construção de relacionamentos mais estáveis e respeitosos em todas as esferas sociais.

O fenômeno do ghosting revela uma problemática contemporânea nas relações humanas, onde o medo do conflito e a ausência de responsabilidade emocional impõem um custo alto para a saúde psicológica das pessoas. A análise da psicóloga Sandra Ferrer convida à reflexão e à busca por maturidade afetiva como instrumento de superação.

Fonte: www.purepeople.com.br

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: