Kevin Hassett propõe cartões de crédito voluntários para americanos sem acesso

CNBC

Conselheiro econômico da Casa Branca sugere solução alternativa à proposta de Trump sobre taxa de cartão de crédito

Kevin Hassett sugere que bancos forneçam cartões de crédito voluntários para americanos subatendidos, em alternativa à proposta de Trump sobre limite de juros.

Kevin Hassett, diretor do National Economic Council da Casa Branca, apresentou uma nova perspectiva sobre o debate envolvendo o acesso a cartões de crédito nos Estados Unidos, destacando a possibilidade de que grandes bancos ofereçam, de forma voluntária, cartões para americanos subatendidos.

Contexto da proposta

Na semana anterior, o presidente Donald Trump havia defendido que os bancos limitassem a taxa de juros dos cartões de crédito a 10%, uma proposta que enfrentou forte rejeição por parte de executivos do setor financeiro e seus grupos de lobby. A resistência das instituições financeiras aponta para dificuldades na implementação de uma medida tão restritiva sem legislação específica.

A alternativa de Hassett

Em entrevista ao Fox Business, Hassett explicou que a ideia central é que bancos possam identificar e fornecer crédito para pessoas que se encontram em uma “zona intermediária”: consumidores que não têm acesso amplo ao crédito, mas possuem renda e estabilidade suficientes para honrar linhas de crédito. Ele ressaltou que, nesse cenário, espera-se que não seja necessária uma intervenção legislativa, pois as instituições poderiam agir voluntariamente.

Reação do setor financeiro

Embora a administração tenha afirmado estar dialogando com CEOs de grandes bancos que veem mérito na iniciativa, representantes do setor negaram qualquer conversa formal sobre o conceito de “Trump cards” até o momento. Além disso, alguns bancos indicaram que, diante da pressão para limitar juros, poderiam optar por fechar contas de clientes considerados de maior risco, em vez de oferecer cartões com taxas reduzidas.

Implicações econômicas

A mudança de posicionamento, do limite obrigatório para o incentivo voluntário, pode indicar uma estratégia do governo para evitar impactos negativos no consumo e na economia, ao mesmo tempo em que busca ampliar o acesso ao crédito para consumidores com potencial financeiro.

Desafios futuros

A efetividade da proposta dependerá da adesão voluntária dos bancos e da capacidade do governo de monitorar e incentivar essa prática, sem recorrer a medidas regulatórias mais rígidas que enfrentariam resistência significativa. O debate permanece aberto sobre como equilibrar proteção ao consumidor, acesso ao crédito e sustentabilidade do sistema financeiro.

Fonte: www.cnbc.com

Fonte: CNBC

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