Dólar 2026 tem alta com IBC-Br acima do esperado e incertezas no Fed

Alta do dólar acompanha dado econômico brasileiro forte e especulações sobre a liderança do Banco Central dos EUA

Dólar fecha em alta leve a R$ 5,37 influenciado por IBC-Br acima do esperado e especulações sobre o comando do Fed em 2026.

O dólar 2026 fechou em leve alta nesta sexta-feira (16), com o câmbio à vista chegando a R$ 5,3726, um avanço de 0,08% no dia. Essa valorização acompanha dados econômicos brasileiros mais robustos que o esperado, além de mudanças nas expectativas sobre o comando do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Influência do IBC-Br na valorização do dólar

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou alta de 0,70% em novembro. Esse resultado superou as projeções do mercado, que indicavam um aumento de 0,30%. Na comparação mensal, o índice acumulou avanço de 1,2%, e no acumulado dos últimos 12 meses, o ganho foi de 2,4%.

Essa performance do IBC-Br demonstra um momento econômico brasileiro mais positivo, reduzindo o risco de estagnação do PIB no último trimestre do ano passado. Para o economista Matheus Pizzani, do PicPay, o dado reforça a possibilidade de manutenção do hiato do produto em terreno positivo por mais tempo, o que pode postergar o início do ciclo de redução dos juros para março de 2026, influenciando a política monetária doméstica.

Cenário internacional e a sucessão no Fed

No mercado externo, o dólar se valorizou ligeiramente diante de uma cesta de moedas globais, representada pelo índice DXY, que subiu 0,06%, cotado a 99,383 pontos por volta das 17h (horário de Brasília).

O foco do mercado está na sucessão da presidência do Federal Reserve, que atualmente é ocupada por Jerome Powell, previsto para deixar o cargo em maio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou publicamente o conselheiro econômico Kevin Hassett como um possível sucessor, demonstrando apreço por seu trabalho e sinalizando incertezas sobre mudanças no comando do Fed.

Segundo a plataforma Polymarket, Hassett tem cerca de 17% de chances de ser nomeado, enquanto Kevin Warsh, ex-membro do Conselho do Fed, lidera as apostas com 61%.

Contexto geopolítico e impacto no câmbio

O cenário geopolítico também influenciou os mercados, com um alívio das tensões entre Estados Unidos e Irã, o que contribuiu para um ambiente menos volátil para a moeda norte-americana. No entanto, a disputa envolvendo a Groelândia, território da Dinamarca, e as ameaças de tarifas por parte dos EUA para países que não apoiem o plano americano, seguem no radar dos investidores.

Perspectivas para o mercado em 2026

Com o dólar em leve alta e dados econômicos positivos no Brasil, o ambiente financeiro sinaliza uma combinação de fatores que poderão impactar a economia ao longo do ano. A inflação, as decisões do Banco Central brasileiro e o desenrolar das escolhas no Fed serão elementos-chave para o comportamento do câmbio e do mercado financeiro global.

A atenção dos investidores segue voltada para indicadores econômicos, movimentações políticas e decisões estratégicas que podem alterar o rumo das moedas e ativos no cenário doméstico e internacional.

Fonte: www.moneytimes.com.br

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: