Banco Master: perícia da compliance zero pode durar até seis meses

Análise volumosa do material apreendido e dados financeiros amplia prazo da investigação

Procuradoria-Geral da República pode levar até seis meses para analisar material da nova fase da Compliance Zero no caso Banco Master.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) estima que a perícia da nova fase da operação Compliance Zero, que envolve o Banco Master, possa levar até seis meses para ser concluída. Essa previsão foi informada por fonte do órgão com conhecimento direto do caso.

Complexidade da análise e volume de dados

A investigação demanda a análise detalhada da quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas físicas e jurídicas, algumas com movimentação financeira bilionária. Além disso, a PGR examina o material apreendido em 42 endereços autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo dezenas de celulares e computadores, o que contribui para o prazo prolongado da perícia.

Papel da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal

Diferentemente da prática recente, em que a Polícia Federal realiza a análise inicial do material e encaminha os resultados ao Ministério Público, o ministro relator Dias Toffoli determinou que a PGR faça diretamente essa análise. A PGR possui estrutura técnica para extrair e analisar dados financeiros e trabalhará em cooperação com a Polícia Federal para realizar a perícia com eficiência.

Prorrogação do inquérito e coordenação entre órgãos

Em 16 de janeiro, o ministro Dias Toffoli atendeu a pedido da Polícia Federal para prorrogar o inquérito sobre o Banco Master por mais 60 dias. O diálogo entre a PGR e a PF tem sido positivo, com alinhamento sobre estratégias conjuntas para preservar as provas e conduzir a investigação de forma integrada, sob supervisão do STF.

Foco criminal da investigação

A apuração concentra-se em eventuais fraudes na gestão do Banco Master, não abrangendo a reversão da decisão administrativa do Banco Central que determinou a liquidação da instituição financeira. A PGR não avalia desfazer essa decisão e ainda não houve manifestações ou pedidos de delação premiada por parte dos investigados, sendo improvável que isso ocorra antes da conclusão da análise documental.

Contexto e próximos passos

Após a conclusão da perícia, prevista para até o final do primeiro semestre, a PGR decidirá sobre a apresentação de acusações criminais formais contra os envolvidos, incluindo o acionista controlador Daniel Vorcaro. A investigação segue em andamento, com atenção à complexidade dos dados e ao impacto das decisões judiciais e administrativas ligadas ao caso Banco Master.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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