Aproveitamento sistemático no mercado de capitais envolve Banco Master

m colorida de sede do Banco Master

Investigações do STF apontam organização criminosa ligada a Daniel Vorcaro, Nelson Tanure e João Carlos Mansur

STF, a partir de investigação da PF, aponta organização criminosa que explorava vulnerabilidades do mercado financeiro envolvendo Banco Master.

O Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, intensificou a investigação sobre o chamado Caso Master, que envolve suposta organização criminosa que praticava “aproveitamento sistemático no mercado de capitais”. O foco central recai sobre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; Nelson Tanure, empresário apontado como sócio oculto; e João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da Reag Investimentos.

Investigação detalhada de organização criminosa

As apurações, originadas pela 8ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária de São Paulo desde maio de 2025, indicam que o grupo utilizava fundos de investimento e uma complexa rede de entidades com vínculos societários, familiares e funcionais para fraudar o sistema financeiro nacional. Segundo Toffoli, há evidências robustas do uso sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização.

Medidas judiciais e impactos financeiros

A partir das quebras de sigilo, foram executadas operações de busca e apreensão contra pelo menos 39 alvos. Além disso, houve o bloqueio de bens e valores que somam cerca de R$ 5,7 bilhões e afastamento do sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades ligadas ao esquema. A Polícia Federal também solicitou buscas contra João Carlos Falbo Mansur, após comunicação do Banco Central acerca de indícios de crimes vinculados ao Banco Master e à Reag Trust DTVM.

O papel de Nelson Tanure e complexidade societária

Nelson Tanure é considerado beneficiário final da Lormont Participações, que concentrou 97% da carteira do FIDC Maranta em operações entre partes relacionadas. Ele é apontado como sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de estruturas societárias complexas e fundos. A investigação considera essa atuação crucial para o funcionamento da suposta organização criminosa.

Histórico e continuidade dos crimes

A decisão do ministro Toffoli destaca que o histórico investigativo da Polícia Federal sugere que os crimes não são eventos isolados, mas resultado de planejamento e escalada das atividades criminosas desde a década passada. Essa constatação reforça a existência de organização criminosa estruturada, com práticas reiteradas e sistemáticas no mercado financeiro.

Defesa dos envolvidos

Em nota, Nelson Tanure negou o controle do Banco Master, afirmando que suas relações com o banco foram estritamente comerciais e em conformidade com as leis vigentes. Ressaltou também que não participou ou teve conhecimento de eventual relacionamento do banco com terceiros, e garantiu que os recursos investidos têm origem legítima. A assessoria de Daniel Vorcaro optou por não comentar o caso.

A investigação segue em curso, com o STF cobrando celeridade da Polícia Federal nas oitivas e demais diligências, visando responsabilizar os envolvidos e preservar a integridade do sistema financeiro nacional.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: m colorida de sede do Banco Master

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