Nova estratégia busca cortar custos dos medicamentos e ampliar transparência no setor de saúde
Trump apresentou o "Great Healthcare Plan" para acabar com práticas que elevam custos de remédios via intermediários, buscando alívio imediato para os americanos.
O governo Trump apresentou um novo plano de saúde chamado “Great Healthcare Plan”, com o objetivo central de reduzir os preços dos medicamentos e o custo dos seguros de saúde para os americanos. A principal estratégia da proposta é eliminar os chamados gerentes de benefícios de farmácia (PBMs), rotulados no documento como “middlemen” ou intermediários que, segundo o governo, contribuem para o aumento indevido dos preços.
O papel dos PBMs no sistema de saúde
Os PBMs atuam como intermediários entre fabricantes de medicamentos, seguradoras e farmácias, negociando os valores dos remédios e definindo quais serão oferecidos nas redes credenciadas. Eles também influenciam o quanto as seguradoras pagam pelos medicamentos e quanto as farmácias recebem em reembolso. Essa atuação centralizada tem gerado críticas, pois os PBMs podem aumentar os custos que acabam sendo repassados aos consumidores.
Como o “Great Healthcare Plan” pretende agir
A proposta de Trump inclui a eliminação dos pagamentos de comissão (kickbacks) que os PBMs recebem, limitando seus ganhos e, consequentemente, seu poder dentro do mercado farmacêutico. Diferente da promessa anterior do presidente, que indicava a eliminação total dos PBMs, a nova abordagem busca enfraquecer sua influência e promover maior transparência nos preços.
Impactos esperados na economia da saúde
Além de atacar os intermediários, o plano prevê a interrupção de pagamentos extras de subsídios a grandes companhias de seguro, redirecionando esses recursos para consumidores elegíveis adquirirem planos mais acessíveis. Também será criado um programa de redução do custo compartilhado para planos de saúde, com estimativa de economizar ao menos 36 bilhões de dólares aos contribuintes e reduzir os prêmios dos planos do Obamacare em mais de 10%, conforme projeções do Congresso.
Repercussão e desafios
Enquanto farmacêuticas como Eli Lilly reconhecem a necessidade de reduzir a margem dos intermediários para baixar preços, associações que representam os PBMs defendem seu papel como negociadores que ajudam a conter o aumento desenfreado dos medicamentos. Farmácias independentes, afetadas pelos baixos reembolsos, veem o plano como uma possível solução para suas dificuldades financeiras.
Apelo à aprovação imediata
Em mensagem em vídeo, o presidente Trump convocou o Congresso a aprovar o plano “sem demora”, enfatizando a urgência de proporcionar alívio imediato ao público americano diante dos altos custos de saúde. O plano representa uma tentativa de reformular a dinâmica do setor farmacêutico para beneficiar diretamente os consumidores.
Fonte: www.foxbusiness.com
Fonte: Daniella Genovese
