Deputada Lisa McClain nega uso de informação privilegiada em compra de ações da xAI

/Rod Lamkey, Jr

A parlamentar de Michigan afirma que a aquisição das ações foi uma oferta privada, sem conhecimento prévio do contrato governamental

Lisa McClain nega que compra de ações da empresa de IA de Elon Musk tenha sido baseada em informação privilegiada, após suspeitas ligadas ao contrato do Pentágono.

A deputada federal de Michigan, Lisa McClain, tem sido alvo de questionamentos após a recente compra realizada pelo seu marido de ações privadas da empresa de inteligência artificial xAI, fundada por Elon Musk. A aquisição, no valor aproximado de US$ 100 mil, ocorreu pouco antes do anúncio oficial de um contrato entre a xAI e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Contexto da aquisição e suspeitas de insider trading

Em 15 de dezembro, o marido de McClain comprou entre US$ 100.001 e US$ 250.000 em ações privadas da xAI, segundo divulgação feita pela própria deputada no início de janeiro. Alguns dias depois, em 12 de janeiro, o Secretário de Defesa Pete Hegseth revelou uma estratégia de aceleração em inteligência artificial que incluiria o uso de modelos gerativos, como o Grok, desenvolvido pela xAI, nas redes classificadas e não classificadas do Pentágono.

A proximidade temporal entre a compra das ações e o anúncio do contrato levantou suspeitas de que a deputada poderia ter se beneficiado de informação privilegiada, conceito conhecido como insider trading. No entanto, McClain negou categoricamente essas acusações.

Declaração oficial da deputada Lisa McClain

Em entrevista à NewsNation, McClain afirmou não ter tido conhecimento prévio das intenções do Pentágono e ressaltou que a compra das ações foi uma oferta privada aberta ao público. “Se tivéssemos tido acesso a informações exclusivas, certamente teríamos comprado um volume muito maior de ações”, declarou a parlamentar, garantindo estar segura de que não houve qualquer ilegalidade na negociação.

Até o momento, o gabinete de McClain optou por não comentar oficialmente o caso para a imprensa local, incluindo o MLive.

Implicações para a relação entre políticos e investimentos

O episódio ressalta as delicadas fronteiras que envolvem investimentos privados e interesses públicos, sobretudo quando parlamentares ou seus familiares adquirem ações em empresas que atuam diretamente com órgãos governamentais. A transparência e o rigor nas normas éticas são fundamentais para evitar conflitos de interesse e garantir a confiança da população nas instituições.

Futuro dos contratos de IA e vigilância ética

A estratégia anunciada pelo Departamento de Defesa americana aponta para uma ampliação do uso de inteligência artificial em sistemas militares, envolvendo tecnologias desenvolvidas por empresas privadas. A participação de empresas como a xAI no fornecimento dessas soluções coloca em evidência a importância de acompanhar não apenas os avanços tecnológicos, mas também os aspectos legais e éticos relacionados à governança dessas parcerias.

O caso de Lisa McClain ilustra como decisões financeiras pessoais podem se tornar questões políticas e éticas de grande repercussão, exigindo clareza e responsabilidade de todos os envolvidos.

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