Análise detalhada das votações e possíveis reviravoltas no Oscar 2026
Oscar 2026 revela votações surpreendentes e possíveis indicações inesperadas, mostrando um cenário mais imprevisível que o esperado.
O encerramento da votação para as indicações do Oscar 2026, às 17h PT desta sexta-feira, trouxe à tona um cenário de incertezas e possíveis surpresas que contrastam com as previsões mais conservadoras dos especialistas. A análise das cédulas anônimas reveladas por diversos eleitores da Academia indica que esta edição pode apresentar reviravoltas tão significativas quanto as vistas em 2003.
Um panorama inesperado para melhor filme
O filme “F1”, dirigido por Joseph Kosinski e produzido pela Apple Original Films, tem ganhado uma recepção positiva entre eleitores, especialmente da chamada “velha guarda” da Academia, conhecida por valorizar um cinema mais tradicional e de entretenimento clássico. Este longa, estrelado por Brad Pitt e Damson Idris, pode garantir uma vaga entre os 10 indicados a melhor filme, apoiado também por indicações técnicas em edição, som e efeitos visuais, lembrando o percurso de “Ford v Ferrari” (2019).
No entanto, a competição para produções internacionais apresenta um quadro fragmentado. Títulos de diversos países, como Noruega, Brasil, Coreia do Sul e França, disputam atenção em categorias que vão além de melhor filme internacional, enfrentando o fenômeno da divisão de votos, que dificulta a consolidação de um favorito claro.
Entre eles, “Sentimental Value” se destaca como forte candidato a múltiplas indicações, incluindo melhor filme, diretor e atuação. Já “It Was Just an Accident” pode sofrer com a falta de reconhecimento amplo entre os eleitores.
A complexidade na disputa por melhor diretor
A corrida para melhor diretor está particularmente fluida devido ao sistema preferencial adotado pela Academia. Nele, votos excedentes são redistribuídos para segundas ou terceiras escolhas, o que pode favorecer candidatos que não lideram inicialmente, mas possuem ampla aceitação entre os membros.
Paul Thomas Anderson, com seu filme “One Battle After Another”, pode alcançar um número de votos tão expressivo que seus votos excedentes impulsionem outros concorrentes como Josh Safdie, Guillermo del Toro, Joachim Trier ou Ryan Coogler. Essa redistribuição torna a disputa menos previsível e potencialmente a mais apertada dos últimos anos.
A atuação na berlinda: equilíbrio entre favoritos e surpresas
Na categoria de melhor ator, a disputa revela-se aberta entre nomes consagrados e possíveis outsiders. Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio, Ethan Hawke, Michael B. Jordan, Wagner Moura, Jesse Plemons e Joel Edgerton são citados como fortes candidatos. A força das respectivas produções e o efeito “coattail” — votos por proximidade em outras categorias — também influenciam o resultado.
Já em melhor atriz, Jessie Buckley por “Hamnet” é considerada uma indicação certa, mas há espaço para uma renovação na lista. Emma Stone, em sua “era Cate Blanchett”, dispõe de grande prestígio, enquanto Kate Hudson conta com apoio influente de familiares do meio artístico. Nomes menos conhecidos como Chase Infiniti podem surpreender, embora corram o risco de ficar de fora, mesmo estando em filmes com grande visibilidade.
Outras categorias e apostas incertas
Documentário e melhor filme internacional permanecem como categorias altamente imprevisíveis, com títulos elogiados que ainda podem ser preteridos. Entre os documentários, “The Perfect Neighbor”, “The Alabama Solution” e “2000 Meters to Andriivka” têm apoio, mas enfrentam competição acirrada.
Na categoria internacional, além dos favoritos, produções de Tunísia, Japão, Iraque, Taiwan, Alemanha e Suíça atraem atenção, muitas vezes como descobertas pessoais dos votantes.
A corrida para coadjuvantes e indicações técnicas também traz nomes que podem ser confirmados ou surpreender, como Benicio del Toro, Sean Penn, Amy Madigan, Teyana Taylor, entre outros.
Um Oscar de volatilidade e surpresas à vista
O padrão das premiações anteriores indicaria um caminho relativamente previsível para as indicações de 2026, mas as conversas com eleitores apontam para um possível cenário de choques e mudanças abruptas, comparável ao que ocorreu no Oscar de 2003. Naquele ano, apesar do domínio de “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”, diversas indicações surpreendentes foram anunciadas, mudando o panorama esperado da premiação.
Com isso, a cerimônia que se aproxima pode registrar novidades inesperadas, novas expressões do cinema e transformações significativas nas categorias principais, evidenciando a pluralidade e a dinâmica atual da Academia.
—
Esta análise revela um Oscar 2026 marcado pela incerteza e pelo potencial de surpresas, em que o voto preferencial e a diversidade de produções elevam a tensão e o interesse pela disputa.
Fonte: variety.com
Fonte: Song Sung Blue
