Investigação do DOJ sobre prefeito de Minneapolis gera tensões políticas

s via AFP

Relatório aponta inquérito criminal contra Jacob Frey por declarações contra operações de imigração

Investigação do DOJ contra prefeito de Minneapolis por declarações sobre operações do ICE provoca reação política e debates sobre uso da justiça para intimidação.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) iniciou uma investigação criminal envolvendo o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, devido a declarações públicas feitas pelos dois contra operações federais de imigração conduzidas na cidade. A apuração reflete tensões políticas e legais emergentes entre autoridades locais e o governo federal na gestão Trump.

Contexto da investigação

A investigação foi reportada inicialmente por veículos como a CBS News, embora o DOJ não tenha confirmado oficialmente de imediato. Segundo os relatos, a apuração busca determinar se Frey e Walz obstruíram a atuação de agentes federais ao pronunciamento público contra as operações de imigração, especialmente as conduzidas pela agência ICE (Immigration and Customs Enforcement).

Ao se manifestar sobre o caso, Jacob Frey declarou que a investigação representa uma tentativa clara de intimidação por parte da administração federal. Em postagens na rede social X, ele ressaltou que seu compromisso permanece com a segurança da cidade e dos seus moradores, reafirmando que não será intimidado por essas ações.

Reações políticas e uso da justiça

Tim Walz, também alvo da investigação, respondeu indiretamente às acusações, criticando o que chamou de “armação da justiça” e rotulando as ações como uma tática autoritária destinada a ameaçar opositores políticos. Walz citou outros casos recentes envolvendo investigações similares contra figuras democratas, como os senadores Elissa Slotkin e Mark Kelly, e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Esses episódios indicam um padrão de utilização do sistema judicial pelo governo Trump para pressionar adversários políticos, elevando o debate sobre limites institucionais e o uso do poder executivo.

Caso do tiroteio fatal envolvendo agente do ICE

O contexto da investigação ganha complexidade diante do incidente recente em Minneapolis, no qual Renee Nicole Good, residente da cidade, foi morta a tiros por um agente do ICE durante uma operação. Registros indicam que Good recebeu quatro disparos, incluindo ferimentos na cabeça e no tórax, e foi declarada morta menos de uma hora após o ocorrido.

Autoridades federais afirmam que o agente agiu em legítima defesa, e o agente não foi formalmente acusado até o momento. A controvérsia desse caso intensifica as críticas locais às ações do ICE e reforça a postura de líderes como Frey, que buscam limitar operações que consideram violentas e descontroladas.

Imunidade dos agentes e discurso oficial

Altos funcionários da administração Trump, como o vice-presidente JD Vance e o assessor Stephen Miller, defenderam publicamente a “imunidade absoluta” dos agentes do ICE em suas funções, fortalecendo a resistência contra investigações e críticas relacionadas às operações migratórias.

Essa defesa institucional contribui para o agravamento do conflito entre as esferas local e federal, levantando debates sobre responsabilidade, direitos civis e segurança pública.

Panorama e implicações

A investigação do DOJ contra Frey e Walz, junto às controvérsias envolvendo o ICE, refletem uma escalada das tensões políticas em Minneapolis e em Minnesota como um todo. O caso simboliza o embate entre políticas federais de imigração rigorosas e as respostas locais que buscam proteger comunidades e conter abusos.

Além disso, a utilização da Justiça para fins políticos levanta preocupações relevantes sobre o equilíbrio democrático e o respeito às instituições nos Estados Unidos em 2026.

Fonte: www.aljazeera.com

Fonte: s via AFP

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