Presidente egípcio valoriza proposta de Donald Trump para intermediar conflito sobre águas do Rio Nilo
Trump oferece mediação na disputa do Nilo entre Egito e Etiópia; Sisi valoriza proposta para resolver conflito hídrico crucial.
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, declarou em 17 de janeiro de 2026 que valoriza a oferta do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para atuar como mediador na disputa entre Egito e Etiópia a respeito das águas do Rio Nilo. A questão envolve a controvérsia em torno da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD), que tem sido motivo de tensão entre os dois países.
Contexto da disputa sobre o Rio Nilo
O Rio Nilo é a principal fonte de água para o Egito, país altamente dependente do recurso para agricultura, consumo e geração de energia. A Etiópia construiu a GERD para ampliar sua capacidade energética e promover desenvolvimento econômico, mas o Egito teme que a barragem reduza o fluxo de água vital para sua população.
Desde o início das obras da barragem, em 2011, os dois países não conseguiram chegar a um acordo satisfatório sobre o enchimento e operação da represa. A disputa provocou preocupação internacional pela possibilidade de escalada dos conflitos.
A proposta de mediação de Trump
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ofereceu-se para mediar o impasse, buscando uma solução diplomática que atenda aos interesses de Egito e Etiópia. O presidente Sisi declarou que vê essa oferta com bons olhos, destacando a necessidade de diálogo e cooperação para a gestão compartilhada dos recursos hídricos do Nilo.
Implicações regionais e internacionais
A mediação de uma figura globalmente conhecida como Trump chama atenção para a importância estratégica do conflito para a estabilidade regional africana. Uma resolução pacífica poderia fortalecer as relações entre os países do Nordeste da África e evitar que a disputa evolua para um conflito mais amplo.
Além disso, o posicionamento do Egito sinaliza abertura para negociações multilaterais, o que pode incentivar outras potências e organismos internacionais a se envolverem na busca por consenso.
Desafios para um acordo duradouro
Apesar da oferta de mediação, persistem divergências entre Cairo e Adis Abeba sobre o controle e o uso do Nilo. A complexidade envolve questões históricas, econômicas e ambientais que exigem soluções equilibradas e sustentáveis.
O progresso dependerá da disposição dos governos em priorizar a cooperação sobre interesses nacionais imediatos, além do engajamento construtivo dos mediadores internacionais.
Este episódio reforça a importância do diálogo diplomático em disputas que envolvem recursos naturais essenciais para a sobrevivência e o desenvolvimento dos povos.
Fonte: www.reuters.com
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