Ícone do humor reflete sobre a depressão como um sinal do corpo e sua experiência pessoal
Jim Carrey compartilha sua opinião polêmica sobre a depressão, relatando que a vê como um sinal do corpo e um alerta para abandonar personagens que interpretamos na vida.
Jim Carrey, astro canadense conhecido por filmes como “O Máskara”, “Ace Ventura” e “O Grinch”, celebrou seu 64º aniversário refletindo sobre sua trajetória marcada tanto por sucessos cinematográficos quanto por desafios pessoais, incluindo a luta contra a depressão. O ator já se manifestou diversas vezes sobre sua saúde mental, expressando opiniões que geraram debates.
Jim Carrey e sua visão sobre a depressão
Em declarações recentes, Carrey afirmou que a depressão não está presente em sua vida quando ele aceita quem realmente é. Para ele, a doença surge quando alguém tenta interpretar um personagem que não corresponde à sua essência. “Quando eu tentei interpretar Jim Carrey, eu fiquei depressivo. Mas eu não quero mais tentar isso”, disse.
O ator sugere que a depressão funciona como um sinal do corpo, indicando a necessidade de descanso e afastamento do ‘personagem’ que a pessoa tenta representar. Segundo ele, “seu corpo precisa da depressão” para interromper a sobrecarga desse avatar social criado. Essa perspectiva traz à tona a ideia de que a depressão pode ser um mecanismo positivo ao forçar uma pausa e reflexão.
A experiência pessoal e o impacto do cinema
Carrey reconhece que seu entendimento sobre depressão foi aprofundado após interpretar um comediante no filme “O Mundo de Andy”. Esse papel o fez refletir sobre sua própria vida e o personagem que vinha interpretando ao longo dos anos, levando-o a questionar sua verdadeira identidade. “Você não existe. Você não é nada a não ser ideias”, comentou, apontando para a complexidade da construção do ‘eu’ na vida pública.
Estratégias para lidar com o sofrimento
Ao abordar a superação da depressão, Jim Carrey destacou a importância da compreensão do sofrimento, o que possibilita o desenvolvimento da compaixão e a liberdade emocional. “Minha habilidade para entender o sofrimento é o caminho para a salvação”, afirmou. Ele também enfatizou que esse entendimento levou a uma energia renovada, focada no amor, na criação e na admiração, elementos essenciais para seu equilíbrio emocional.
Contextualização da saúde mental no meio artístico
A fala do ator se insere em um contexto mais amplo de debates sobre saúde mental, especialmente entre artistas, que muitas vezes enfrentam pressões intensas para manter uma imagem pública. A visão de Carrey, embora polêmica, chama atenção para a importância de reconhecer as próprias limitações e a necessidade de autenticidade para preservar o bem-estar psicológico.
O posicionamento do ator reforça que o enfrentamento da depressão pode ser complexo e pessoal, e que a aceitação e o autoconhecimento são passos fundamentais para a recuperação e a construção de uma vida mais plena.
Fonte: www.purepeople.com.br
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