Divisões crescentes no Partido Republicano indicam tensão sobre ações presidenciais unilaterais
República e Democratas debatem limites para ações unilaterais de Trump sobre a Groenlândia, pressionando o papel do Congresso.
Congresso e a controvérsia em torno da Groenlândia
A proposta do ex-presidente Donald Trump de adquirir a Groenlândia, um território aliado e membro da OTAN, provocou uma significativa reação no Congresso dos Estados Unidos. A keyphrase “Congresso limita Trump Groenlândia” reforça o centro do debate: a tentativa do Legislativo de conter ações executivas unilaterais que desafiam as normas institucionais.
Rupturas no Partido Republicano
Historicamente alinhados ao presidente, alguns republicanos começaram a demonstrar insatisfação diante das medidas impulsivas de Trump. A votação sobre o uso dos poderes de guerra, na qual cinco senadores republicanos divergiram do apoio unânime esperado, sinaliza fissuras crescentes. Especialistas apontam que, em ano eleitoral, membros do partido buscam distanciar-se para preservar suas lideranças racionais e a integridade do Congresso.
Reação do Congresso sobre a intervenção militar
Líderes do Congresso, incluindo o presidente da Câmara e o líder republicano no Senado, declararam abertamente que qualquer ação militar envolvendo a Groenlândia seria inadequada. O presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, Roger Wicker, expressou oposição explícita à ideia de compra do território, após reuniões com autoridades dinamarquesas, destacando o desalinhamento com a diplomacia oficial e os interesses internacionais.
O papel constitucional do Congresso na política externa
O episódio da Groenlândia reacende um debate histórico sobre a erosão progressiva dos poderes do Legislativo frente ao Executivo, especialmente na autorização de ações militares. Desde intervenções recentes, como a operação contra Osama bin Laden e bombardeios na Líbia, o Congresso tem cedido terreno, aumentando a preocupação quanto à defesa da separação de poderes e do equilíbrio institucional.
Perspectivas para 2026 e o futuro do controle legislativo
Com o ano eleitoral em curso, muitos membros do Congresso avaliam cautelosamente a postura a ser adotada diante de Trump. Embora muitos esperem que o ex-presidente recue em sua pretensão sobre a Groenlândia, permanece o questionamento sobre qual seria o limite capaz de provocar uma resposta decisiva do Legislativo para conter ações unilaterais no cenário internacional.
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A discussão sobre o controle dos poderes presidenciais sobre a política externa, exemplificada pelo caso da Groenlândia, revela uma tensão crescente entre Executivo e Legislativo, com implicações para a governança democrática e a atuação dos EUA no mundo.
Fonte: www.vox.com
Fonte: ‘Greenland Belongs To The Greenlanders’ Protest At US Embassy In Copenhagen
