Presidente acusa banco de cortar serviços após protestos de 6 de janeiro
Trump ameaça processar JPMorgan Chase por "debanking" após protestos de 6 de janeiro, acusando discriminação política contra ele e sua família.
O ex-presidente Donald Trump anunciou em 17 de janeiro de 2026 sua intenção de processar o JPMorgan Chase, acusando o banco de “debanking” — termo usado para descrever a prática de recusar ou encerrar contas de clientes por motivos políticos ou religiosos. Segundo Trump, essa ação teria ocorrido após os protestos no Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021, evento que ele qualificou como um “protesto correto”.
Trump afirmou, por meio de uma publicação na rede social Truth Social, que entrará com a ação judicial nas próximas duas semanas, reforçando sua alegação de que a eleição presidencial foi “fraudada”. A resposta oficial do JPMorgan Chase e da Casa Branca não foi divulgada até o momento.
Histórico de disputas financeiras
O conflito entre Trump e instituições financeiras não é novidade. Em agosto do ano anterior, ele assinou uma ordem executiva que proibia bancos de negar serviços financeiros com base nas crenças religiosas ou políticas dos clientes. Na mesma ocasião, Trump afirmou em entrevista à CNBC que bancos como JPMorgan Chase e Bank of America teriam recusado depósitos da sua parte após seu mandato presidencial, embora sem apresentar provas concretas.
Representantes do JPMorgan Chase declararam que a instituição não fecha contas por motivos políticos, enquanto o Bank of America preferiu não comentar sobre clientes específicos, mas demonstrou interesse em diretrizes regulatórias mais claras.
Além disso, a família Trump tem enfrentado dificuldades para acessar serviços bancários tradicionais, o que os teria motivado a adotar o uso de criptomoedas como alternativa, segundo declaração de Donald Trump Jr. a CNBC em junho passado.
Negativa sobre oferta a Jamie Dimon
Na mesma publicação em que ameaçou o processo, Trump negou veementemente um relatório do Wall Street Journal que sugeria que ele teria oferecido ao CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, o cargo de presidente do Federal Reserve meses antes, durante uma reunião na Casa Branca. Segundo a reportagem, a oferta foi tratada como uma brincadeira por Dimon.
Trump afirmou que tal oferta “nunca existiu” e questionou a falta de contato do jornal para confirmação da informação. O Wall Street Journal e o JPMorgan Chase não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Contexto político e financeiro
O atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, tem mandato previsto para terminar em 15 de maio, o que torna a sucessão do cargo um tema relevante neste contexto. A relação entre bancos, política e regulação financeira permanece no centro do debate público nos Estados Unidos, com as recentes ações e declarações de Trump adicionando mais complexidade ao cenário.
Fonte: www.cnbc.com
Fonte: CNBC
