Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal ganham reforço de mergulhadores

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Mergulhadores da Marinha intensificam operação com tecnologia subaquática para localizar irmãos desaparecidos há 14 dias

Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal são reforçadas por mergulhadores da Marinha e equipes de vários estados com tecnologia avançada.

As buscas por crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, ganharam novo impulso com o reforço de mergulhadores da Marinha do Brasil a partir do sábado (17). Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos há 14 dias, e as operações agora contam com tecnologia avançada para varredura subaquática, entre outras estratégias.

Ampliação das buscas com tecnologia subaquática

Onze militares especializados da Marinha participam da operação, utilizando um side scan sonar, equipamento que identifica objetos submersos por meio de ondas sonoras, mesmo em águas turvas ou profundas. O uso desse equipamento, aliado a apoio de lancha voadeira e motoaquática, permite uma varredura mais eficiente dos rios e lagos da região, incluindo o rio Mearim, onde as crianças podem estar. A equipe enviada de São Luís chegou a Bacabal por volta das 15h do sábado.

Estratégia de varredura terrestre e apoio interestadual

No território terrestre, o Corpo de Bombeiros realizou varreduras em uma área de mata superior a 3,2 km². Para garantir uma busca minuciosa, as equipes empregam uma estratégia por quadrantes que cobrem cerca de 90 mil metros quadrados cada. Até o momento, 25 dos 45 quadrantes foram totalmente vistoriados. Um aplicativo de geolocalização ajuda a mapear as rotas e garantir a segurança dos agentes e voluntários.

Além disso, o reforço interestadual é significativo: sete bombeiros do Pará com dois cães farejadores, e cinco bombeiros do Ceará com quatro cães, juntaram-se às operações. Os cães indicaram presença das crianças em uma casa abandonada conhecida localmente como “casa caída”, no povoado São Raimundo, à margem do rio Mearim. Essa indicação foi corroborada pelo relato do primo das crianças, que esteve no local antes do desaparecimento.

A complexidade do cenário e envolvimento comunitário

A casa abandonada fica aproximadamente a 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, onde ocorreram os últimos contatos com Ágatha e Allan. Considerando os obstáculos naturais, a distância percorrida pode chegar a 12 km, apontando para a dificuldade da busca.

Cerca de 500 pessoas participam das operações, entre profissionais do ICMBio, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários da comunidade local, demonstrando um esforço conjunto e multidisciplinar.

Paralelo às buscas: investigação e apoio psicológico

Enquanto as equipes realizam as buscas, a Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. Desde o dia 11 de janeiro, o Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) está em Bacabal com uma equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos e assistentes sociais, que ouvem familiares e realizam perícias psicológicas e sociais, visando dar suporte às famílias e contribuir para a apuração dos fatos.

A intensificação das buscas por crianças desaparecidas em Bacabal evidencia o esforço conjunto de múltiplas forças e a importância da tecnologia e do trabalho coordenado para enfrentar situações de desaparecimento infantil em áreas complexas.

Fonte: baccinoticias.com.br

Fonte: Reprodução

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