Board of Peace de Trump cobra US$ 1 bilhão por assento permanente

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Novo organismo global visa reconstrução de Gaza, mas tem custo elevado para participação

Board of Peace Trump exige US$ 1 bilhão para assento permanente, com missão global e foco na reconstrução de Gaza.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou uma iniciativa controversa chamada Board of Peace, que propõe um novo órgão internacional com a missão de supervisionar esforços globais de reconstrução, tendo inicialmente foco na reconstrução e governança transitória de Gaza.

Um novo organismo global com custo elevado

De acordo com o estatuto do Board of Peace, líderes mundiais são convidados a participar por mandatos de três anos, renováveis a critério do próprio Trump. Entretanto, para garantir participação vitalícia, os países precisam contribuir com pelo menos US$ 1 bilhão em dinheiro no primeiro ano de funcionamento da entidade. Essa exigência financeira tem despertado questionamentos sobre a transparência e o destino dos recursos captados.

Mandato além de Gaza e críticas à ONU

Embora originalmente vinculado à reconstrução de Gaza, o estatuto da entidade não limita seu escopo geográfico, sugerindo um papel global na mediação e construção da paz. O documento enfatiza a necessidade de uma abordagem pragmática e ágil, criticando a ineficiência das instituições internacionais tradicionais, especialmente a Organização das Nações Unidas, que Trump já declarou ser insuficiente em suas funções.

Composição e governança do Board of Peace

O conselho executivo do Board of Peace é composto por sete membros indicados pelo governo dos EUA, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, Jared Kushner, ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, e líderes do setor financeiro e diplomático. Paralelamente, um painel técnico palestino, liderado por Ali Sha’ath, é responsável pela administração cotidiana em Gaza.

Reação internacional e próximos passos

Diversos chefes de Estado, como o primeiro-ministro canadense Mark Carney e o premiê turco Recep Tayyip Erdoğan, receberam convites para integrar o Board of Peace, com Carney já tendo aceitado. O lançamento oficial e mais anúncios sobre a entidade estão previstos para o Fórum Econômico Mundial em Davos.

Contexto e implicações estratégicas

Esta iniciativa está inserida no contexto de esforços para desmilitarizar e reconstruir Gaza após cessar-fogos frágeis. No entanto, o modelo financeiro e a ampla prerrogativa do Board de atuar globalmente indicam que Trump busca criar uma alternativa à ONU, alinhada com sua visão de um organismo de paz mais eficiente, embora as condições para participação suscitem críticas e dúvidas sobre a real operacionalização do projeto.

A cobrança de US$ 1 bilhão por assento permanente, sem detalhamento claro da aplicação dos recursos, representa um desafio para a legitimidade internacional do Board of Peace, além de levantar questões sobre o papel dos Estados Unidos e seus aliados na reformulação das instituições globais de segurança e paz.

Fonte: www.theatlantic.com

Fonte: Getty

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