CPMI do Banco Master ganha força com pressão no Congresso

Reprodução/Banco Master

Recesso parlamentar termina com mobilização para oficializar comissão que investigará irregularidades no banco

CPMI do Banco Master mobiliza Congresso após recesso; requerimento já conta com 257 assinaturas entre deputados e senadores, buscando investigar fraudes na instituição.

CPMI do Banco Master ganha tração após recesso parlamentar

Com o fim do recesso parlamentar em janeiro de 2026, integrantes da oposição começam a intensificar a pressão para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o caso do Banco Master, instituição financeira que foi liquidada pelo Banco Central sob acusação de fraudes.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), autor do requerimento, já contabiliza 257 assinaturas de deputados e senadores, abrangendo tanto a oposição quanto membros da base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido atingiu o número mínimo de apoio em 31 de dezembro, com 177 deputados e 28 senadores favoráveis.

Assinaturas e composição da CPMI

Na Câmara, as principais bancadas que assinam o requerimento são: PL (75), União Brasil (32), PSD (22), PP (20) e MDB (17). No Senado, destaca-se o PL com 13 assinaturas, seguido por Republicanos (5) e PP (4). A lista inclui ainda integrantes da base governista, como o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM).

A CPMI proposta prevê a composição igualitária de 30 membros — 15 deputados e 15 senadores — com prazo inicial de 180 dias para investigação, podendo ser prorrogado. Contudo, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não oficializou a comissão, pois regimentalmente não há prazo fixado para leitura do requerimento em sessão conjunta.

Contexto da investigação e repercussão

O caso ganhou relevância após a divulgação da ligação entre o Banco Master e um escritório de advocacia pertencente à esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da ação penal relativa à trama golpista. Um contrato de prestação de serviços no valor de R$ 129 milhões, encontrado no celular do empresário Daniel Vorcaro — dono do banco e preso na Operação Compliance Zero — é um dos elementos centrais da investigação.

Vorcaro foi detido enquanto se preparava para embarcar a Dubai, durante a fase inicial da operação da Polícia Federal que já cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O ministro Dias Toffoli do STF autorizou essas diligências e prorrogou o inquérito por mais 60 dias para permitir perícias aprofundadas pela PF.

Movimentações paralelas e perspectivas

Além da CPMI, deputados governistas promovem a criação de uma CPI exclusiva da Câmara para apurar o caso. O pedido, conduzido pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), já conta com as assinaturas necessárias para instalação.

Enquanto isso, Carlos Jordy promete protocolar o requerimento com as assinaturas necessárias no dia 2 de fevereiro, reforçando a mobilização pela abertura da CPMI.

Impactos e desdobramentos esperados

A instalação da CPMI do Banco Master representa um esforço conjunto de opositores e setores moderados da base governista para esclarecer possíveis irregularidades financeiras e relações entre o banco e figuras políticas e jurídicas de destaque. A investigação poderá revelar detalhes sobre o esquema de fraudes e contratos suspeitos, além de influenciar o ambiente político nacional e a confiança no sistema financeiro.

A atuação da Polícia Federal e o envolvimento do Supremo Tribunal Federal reforçam a complexidade e gravidade do caso, que segue em andamento com a expectativa de novos desdobramentos nos próximos meses.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução/Banco Master

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