Com a escalada das tensões comerciais, metais preciosos alcançam máximas e atraem investidores em busca de segurança
Ouro e prata atingem máximas históricas em meio a tensões comerciais provocadas pelas tarifas da Groenlândia anunciadas por Trump.
Tarifas Trump ouro prata impulsionam máximas históricas
O mercado global de metais preciosos registrou um movimento expressivo em janeiro de 2026, motivado principalmente pela decisão do governo Trump de impor tarifas sobre produtos da Groenlândia. O ouro alcançou a marca recorde de US$ 4.689,39 por onça, enquanto a prata chegou a US$ 94,08, refletindo uma forte busca por ativos considerados seguros diante do aumento das incertezas comerciais.
Impacto das tarifas e reação dos mercados
As tarifas anunciadas pelo governo americano geraram preocupações sobre o início de uma nova fase de tensões comerciais internacionais. Como resposta, investidores migraram suas aplicações para investimentos tradicionais de proteção, como o ouro e a prata, impulsionando seus preços a níveis nunca antes vistos. Com isso, futuros do mercado acionário dos EUA sofreram quedas, assim como o dólar, pressionados pelo clima de aversão ao risco.
Perspectivas e análise do JP Morgan
Especialistas financeiros do JP Morgan recomendaram a preferência pelo ouro em relação à prata neste momento, dado seu histórico mais robusto como reserva de valor em períodos de instabilidade. A instituição sinalizou que, mesmo com a alta expressiva da prata, o ouro mantém vantagens estratégicas para investidores que buscam segurança e liquidez.
Reações internacionais e riscos futuros
A União Europeia já sinalizou medidas de retaliação contra as tarifas impostas pelo governo Trump, o que pode aprofundar as tensões comerciais globais. O cenário sugere que o mercado de metais preciosos continuará volátil, com possíveis novas altas caso o impasse entre as economias se agrave.
Considerações finais
A valorização recorde do ouro e da prata em janeiro de 2026 é um indicativo claro da sensibilidade dos mercados a temas geopolíticos e econômicos. Investidores e analistas permanecem atentos aos desdobramentos das disputas comerciais, que devem continuar a influenciar o comportamento dos preços dos metais no curto e médio prazo.
Fonte: www.reuters.com
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