Evento destaca retorno de Donald Trump e debates sobre geopolítica, economia e conflitos globais
Fórum Econômico Mundial 2026 estreia em Davos com protestos e atenção ao retorno de Donald Trump, que lidera a maior delegação do evento.
Começou em 19 de janeiro de 2026, em Davos, na Suíça, a 56ª edição do Fórum Econômico Mundial, evento anual que reúne milhares de líderes globais de mais de 100 países para discutir o multilateralismo e o livre comércio. Sob o tema “o espírito de diálogo”, o encontro ocorre em um cenário marcado por tensões geopolíticas e econômicas, reforçadas pela presença do presidente norte-americano Donald Trump, que retorna ao fórum após seis anos de ausência.
Trump e a maior delegação da história do fórum
Donald Trump participa acompanhado da maior delegação oficial da história do Fórum Econômico Mundial, com mais de 300 integrantes. A presença do presidente dos Estados Unidos é um dos pontos mais aguardados da edição, especialmente após suas recentes controvérsias, como a ameaça de sobretaxas alfandegárias a países europeus contrários à anexação da Groenlândia pelos EUA. Trump também pretende utilizar o evento para apresentar o Conselho da Paz para Gaza, expandindo a participação de líderes políticos internacionais.
Temas centrais em debate: guerra, economia e moradia
A guerra na Ucrânia ganha destaque durante o fórum, com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky buscando um acordo de paz, enquanto Trump defende uma resolução rápida do conflito. A Rússia permanece ausente devido a sanções e boicotes internacionais. Além disso, questões econômicas são debatidas, sobretudo o impacto do alto custo de vida nos Estados Unidos, tema sensível para Trump diante das eleições de meio de mandato previstas para novembro de 2026. O presidente deve anunciar medidas que permitam aos cidadãos utilizarem suas economias para a aposentadoria como entrada na compra de imóveis, buscando aliviar a crise habitacional.
Protestos contra o Fórum: demandas por justiça social
Desde 17 de janeiro, centenas de manifestantes do coletivo “Strike-WEF” e da Juventude Socialista da Suíça realizam marchas em direção a Davos, convocando para uma mobilização por justiça social. Com slogans criticando a “ditadura do WEF” e a “oligarquia”, os protestos denunciam a falta de democracia e a predominância de interesses corporativos nas decisões do fórum. Maeva Strub, porta-voz do “Strike-WEF”, destacou que o evento não representa os interesses do povo, citando Donald Trump como símbolo do capitalismo destrutivo.
Reuniões paralelas e desafios globais
Além das sessões oficiais, encontros bilaterais informais discutem situações críticas na Venezuela e no Irã, após recentes levantes e repressões. A complexidade dos temas reforça a importância do diálogo e da cooperação internacional em um momento de instabilidade global crescente.
O Fórum Econômico Mundial 2026, portanto, se apresenta como um espaço crucial para negociações e debates sobre os rumos da economia e da política mundial, em meio à pressão de vozes críticas e desafios geopolíticos sem precedentes.
Fonte: www.metropoles.com
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