Polícia detalha trajetória dos três primos que se perderam na mata após tentarem alcançar o fruto
Desaparecimento de crianças em Bacabal ocorreu após tentarem buscar pé de maracujá na mata; primo de 8 anos foi encontrado e colaborou com investigação.
O desaparecimento de crianças em Bacabal mobiliza as autoridades locais desde o início de janeiro, quando três primos saíram em busca de um pé de maracujá na mata do quilombo São Sebastião dos Pretos. A Polícia Civil do Maranhão revelou que a origem do desaparecimento está associada a uma tentativa dos pequenos de alcançar o fruto, contrariando a orientação do tio que os alertou para voltarem para casa.
Trajetória das crianças na mata
De acordo com o delegado Edson Martins, Anderson Kauan, de 8 anos, estava acompanhado dos primos Isabelle, de 6, e Michael, de 4 anos. Para evitar que o tio os impedisse de prosseguir, as crianças optaram por ingressar na mata por um caminho diferente daquele que levaria diretamente ao lar, o que resultou em desorientação no meio da floresta.
Após três dias desaparecido, Anderson foi encontrado por um carroceiro em um matagal, cerca de 4 km distante do ponto inicial do desaparecimento. Ele apresentava sinais de fraqueza e estava sem roupas, mas não havia indícios de violência sexual. O garoto revelou que os primos mais novos estavam adiante, mas até o momento, não foram localizados.
Refúgio temporário e descrição do local
Segundo o relato do menino, as crianças se abrigaram em uma “casa caída”, uma estrutura bastante deteriorada próxima ao rio Mearim, onde encontraram uma cadeira e um colchão velhos. Essa informação foi crucial para o avanço das buscas, pois cães farejadores confirmaram a passagem das crianças por essa cabana.
O delegado destacou que a casa estava em condições tão precárias que os pequenos passaram a noite sob a proteção de uma árvore próxima. Foi nesse momento que houve a separação entre Anderson e os primos mais novos, que estavam visivelmente exaustos.
Desafios na investigação
Apesar dos detalhes fornecidos por Anderson, ele apresenta lapsos na memória, não conseguindo situar com clareza certos momentos e o tempo decorrido na mata. Isso tem dificultado o mapeamento exato da trajetória das crianças.
As operações de busca se concentraram na região próxima à “casa caída” e foram ampliadas para incluir equipes de mergulhadores, contando com o apoio da Marinha e outras forças de segurança para vasculhar áreas fluviais próximas.
Situação atual das buscas
Até o momento, não há novas pistas sobre o paradeiro de Isabelle e Michael. As equipes continuam a trabalhar intensamente, combinando esforços terrestres e aquáticos, para localizar as crianças desaparecidas e garantir a segurança de toda a comunidade do quilombo.
A polícia mantém o compromisso de esclarecer os acontecimentos e trazê-los de volta em segurança, enquanto a população acompanha apreensiva as atualizações sobre o caso.
Fonte: www.metropoles.com
