Novas regras restringem a movimentação de bovinos e búfalos para evitar a disseminação das doenças no estado
Portaria da Adapar intensifica regras para controlar brucelose e tuberculose bovina, restringindo a movimentação de animais em propriedades afetadas no Paraná.
A Portaria da Adapar combate brucelose e tuberculose bovina no Paraná com medidas rigorosas para evitar a propagação dessas doenças infecciosas que afetam o gado e ameaçam a saúde pública.
Regras restritivas para movimentação animal
A Portaria n° 013/2026 determina que propriedades com casos confirmados de brucelose ou tuberculose não podem movimentar bovinos e búfalos, exceto para abate imediato, até o saneamento completo. Isso significa que não é autorizada a venda, doação ou transferência de animais vivos mesmo com exames negativos, conforme explica Marta Freitas, chefe da Divisão de Brucelose e Tuberculose da Adapar. O saneamento é considerado concluído apenas após todos os animais elegíveis apresentarem resultados negativos e cumprirem os procedimentos sanitários.
Riscos e desafios das doenças silenciosas
Brucelose e tuberculose podem se manifestar de forma silenciosa, sem sinais clínicos evidentes, dificultando a detecção. A possibilidade de resultados falso-negativos nos exames, especialmente nas fases iniciais, e falhas técnicas reforçam a necessidade de maior rigor na fiscalização do trânsito dos animais. Marta Freitas ressalta que a restrição ao movimento é uma medida preventiva essencial para proteger o rebanho de contaminações silenciosas.
Educação sanitária e rastreabilidade
Além da rigorosa fiscalização, a Adapar investe em ações de educação sanitária para orientar produtores rurais e profissionais do setor. A implantação da rastreabilidade por meio da identificação individual dos animais é uma ferramenta estratégica para o controle e monitoramento das enfermidades, alinhada às normas estaduais instituídas desde 2020.
Resultados e perspectivas
Em 2025, o Paraná registrou uma redução de 17% nos focos de brucelose bovina em comparação ao ano anterior, enquanto os casos de tuberculose aumentaram 4,5%, indicando maior detecção e necessidade de planejamento de novas ações. Renato Rezende Young Blood, diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, reforça o compromisso do Governo do Estado com a segurança sanitária e sustentabilidade do setor agropecuário.
Vigilância contínua para erradicação
Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal, destaca que apesar do avanço, as doenças permanecem em diversas regiões, exigindo trabalho constante de vigilância, diagnóstico, educação e fiscalização para a erradicação definitiva. O fortalecimento das medidas implementadas pela Adapar é fundamental para garantir a saúde dos rebanhos e a segurança alimentar da população paranaense.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
