Disputa judicial envolve alegações de matemática inventada para justificar danos de até US$ 134 bilhões
Elon Musk busca até US$ 134 bilhões em danos contra OpenAI e Microsoft, mas seus cálculos financeiros são questionados pelas empresas.
Elon Musk e a disputa bilionária contra OpenAI e Microsoft
Em janeiro de 2026, Elon Musk intensificou sua batalha judicial contra OpenAI e Microsoft ao apresentar um pedido de danos que varia entre US$ 79 bilhões e US$ 134 bilhões. A polêmica está centrada na alegação de que Musk teria sido injustamente excluído dos lucros gerados pela OpenAI, empresa pioneira na inteligência artificial.
Controvérsia sobre os cálculos usados para estimar os danos
A base para o valor expressivo reivindicado por Musk foi um relatório elaborado pelo especialista econômico C. Paul Wazzan, contratado especificamente para o caso. Wazzan analisou diferentes fatores, incluindo o investimento financeiro inicial de Musk, sua participação societária proposta em 2017, seu atual envolvimento com a empresa xAI e contribuições não monetárias, como a reputação e o tempo dedicado à OpenAI.
No entanto, OpenAI e Microsoft contestam fortemente a metodologia empregada. Alegam que Wazzan utilizou cálculos inéditos e não testados que parecem inflacionar artificialmente o valor devido a Musk, ignorando acordos e decisões anteriores, como a saída de Musk em 2018 após divergências sobre a valorização. A inclusão do percentual de participação de Musk na xAI no cálculo também é criticada, pois não existe conexão contratual entre as duas empresas.
Implicações jurídicas e estratégicas do processo
Além do questionamento técnico, as empresas acusam Musk de conduzir uma campanha de assédio judicial para atrasar o avanço da OpenAI e favorecer sua própria companhia, a xAI. O processo traz à tona debates sobre a possibilidade legal de investidores receberem danos financeiros equivalentes a valores muito superiores aos investimentos iniciais em organizações sem fins lucrativos.
Avaliação das contribuições e desafios na comprovação
Outro ponto crítico é que a análise de Wazzan não considerou as contribuições significativas de outros cofundadores, investidores e a equipe técnica que desenvolveu tecnologias centrais, como o ChatGPT. Isso levanta dúvidas sobre a justiça e precisão da estimativa dos danos reivindicados.
Expectativas para o julgamento e desdobramentos futuros
O julgamento previsto para abril de 2026 será decisivo para a definição dos limites legais em disputas envolvendo investimentos em tecnologia e organizações sem fins lucrativos. A corte deverá avaliar a validade dos cálculos apresentados e o mérito das acusações de Musk, com potencial impacto no mercado de inteligência artificial e nas relações entre investidores e startups inovadoras.
