Com 42 apoios, iniciativa legislativa pode ser instalada já em fevereiro para investigar fraudes na instituição financeira
Senado atinge assinaturas para CPI do Banco Master, pressão cresce para instalação da comissão em fevereiro.
Proposta de CPI do Banco Master no Senado já conta com 42 assinaturas
A proposta de CPI do Banco Master no Senado atingiu nesta segunda-feira (19) o número de assinaturas necessárias para sua instalação, totalizando 42 apoios, muito acima do mínimo exigido que corresponde a um terço dos senadores. A iniciativa, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE), pode ser lida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já na primeira sessão deliberativa do ano, prevista para o dia 1º de fevereiro. Essa agilidade na leitura do requerimento poderá acelerar a criação da comissão parlamentar destinada a investigar as supostas fraudes e crimes cometidos pelos operadores do Banco Master.
A pressão política sobre o presidente do Senado Davi Alcolumbre aumenta com o caso Banco Master
Com a proposta da CPI no Senado consolidada, cresce a pressão política sobre o presidente Davi Alcolumbre para que instaure formalmente a comissão. Alcolumbre já possui sobre sua mesa uma proposta de CPI mista, que também alcança o número legal de assinaturas, mas a diferença é que a posse dessa comissão depende de leitura em sessão comum do Congresso Nacional. O silêncio adotado pelo presidente durante o recesso legislativo tem sido interpretado como uma estratégia cautelosa, mas a crescente insatisfação entre os pares evidencia a urgência da convocação. O caso Banco Master, somado a decisões polêmicas do Supremo Tribunal Federal relacionadas ao assunto, tem mobilizado deputados e senadores a buscar respostas rápidas e transparência.
Outras iniciativas paralelas para investigar o Banco Master na Câmara dos Deputados
Além da CPI do Senado, outras propostas para investigar o Banco Master tramitam na Câmara dos Deputados. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) lidera a coleta de assinaturas para uma CPMI que já ultrapassou 197 apoios, superando a exigência legal. Deputadas federais como Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) também patrocinam uma proposta de CPMI, que ainda está em fase de coleta de adesões. Já o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) defende a criação de uma comissão de investigação específica na Câmara, demonstrando que o tema é prioridade em ambas as casas legislativas e reflete a preocupação crescente com as irregularidades envolvendo o banco.
Impacto das investigações do Banco Master no cenário político e financeiro
A instalação de uma comissão parlamentar para investigar o Banco Master pode ter efeitos significativos tanto no ambiente político quanto no setor financeiro. A apuração dos crimes e fraudes pode ajudar a esclarecer as responsabilidades e falhas de controle, além de fortalecer mecanismos de fiscalização do sistema bancário. Politicamente, a CPI pode servir como instrumento de transparência e controle, além de pressionar autoridades e instituições a atuarem com rigor diante das denúncias. A mobilização dos parlamentares indica que o tema transcende interesses partidários e preocupa pela dimensão do impacto social e econômico do caso.
Procedimentos para instalação e funcionamento da CPI do Banco Master no Senado
Após a leitura do requerimento de instalação da CPI pelo presidente do Senado, caberá a ele designar um presidente para conduzir os trabalhos do colegiado. A comissão terá poderes para convocar testemunhas, requisitar documentos e realizar diligências necessárias para apurar as denúncias ligadas ao Banco Master. O prazo inicial para a CPI funcionar é de 120 dias, podendo ser prorrogado. A expectativa é que a comissão atue de forma célere para garantir que as irregularidades identificadas sejam devidamente investigadas e que medidas sejam propostas para prevenir ocorrências semelhantes no futuro.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: Banco Master
