Pedido para retirar monitoramento eletrônico foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo
Tribunal de Justiça de São Paulo rejeita pedido de retirada da tornozeleira eletrônica de Karen Mori, conhecida como 'Japa do PCC'.
A Justiça de São Paulo decidiu manter a tornozeleira eletrônica impostas a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”, após a defesa pedir a revogação do monitoramento alegando tortura psicológica causada pelo uso prolongado do equipamento.
Argumentos da defesa e análise do TJSP
A defesa de Karen argumentou que, mesmo após mais de 23 meses desde sua prisão em fevereiro do ano anterior, não houve apresentação de denúncia formal pelo Ministério Público, tornando excessiva a manutenção da medida cautelar. Além disso, afirmaram que a tornozeleira provocava prejuízos emocionais e profissionais, configurando uma punição antecipada e degradante.
O Tribunal de Justiça de São Paulo, entretanto, considerou que os motivos que justificaram a imposição do monitoramento eletrônico permanecem válidos. A Corte ressaltou a gravidade dos fatos apurados, reforçando a necessidade da manutenção da medida enquanto o processo está em andamento.
Contexto da investigação e prisão
Karen é investigada pela Polícia Civil paulista por atuar na lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país. As apurações indicam movimentações financeiras milionárias em cidades da Baixada Santista — como Santos, Cubatão e Guarujá —, além da capital paulista, visando ocultar valores provenientes do tráfico de drogas.
No momento da prisão, na residência de Karen, as autoridades apreenderam um veículo de luxo, mais de R$ 1 milhão em dinheiro e cerca de US$ 50 mil. Segundo a investigação, ela seria uma peça-chave na gestão dos recursos financeiros da organização.
Vínculo familiar e negações
Karen é viúva de Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, que era uma liderança do PCC e foi morto durante disputas internas da facção em 2018. Apesar dos indícios e da prisão, Karen nega ter conhecimento das atividades ilícitas do marido e afirma não manter vínculo com integrantes do grupo criminoso.
Implicações da decisão judicial
A manutenção da tornozeleira eletrônica reforça o rigor das medidas cautelares aplicadas a investigados ligados a organizações criminosas, especialmente em casos que envolvem movimentações financeiras complexas. A decisão do TJSP sinaliza a prudência da corte em acompanhar de perto indivíduos considerados estratégicos dentro dessas facções, garantindo o monitoramento contínuo enquanto o processo judicial não se encerra.
Desdobramentos futuros
Enquanto o caso segue em investigação, Karen permanece sob restrições severas, incluindo o uso da tornozeleira eletrônica. A negativa do pedido de revogação demonstra uma postura judicial rigorosa diante da gravidade dos fatos e da necessidade de garantir a eficácia das medidas cautelares.
A continuidade do processo dependerá das próximas etapas, incluindo a manifestação do Ministério Público e demais decisões judiciais que poderão alterar o curso do monitoramento.
Fonte: baccinoticias.com.br
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