UE avalia usar instrumento anti-coerção para responder às tarifas impostas pelos EUA sobre Groenlândia
União Europeia considera aplicar instrumento anti-coerção contra tarifas de Trump sobre Groenlândia, podendo impor 93 bilhões de euros em retaliações.
As tarifas de Trump sobre Groenlândia têm provocado forte reação na União Europeia, que avalia usar seu recurso mais contundente para enfrentar a pressão dos Estados Unidos. A chamada “opção nuclear” é o uso do “instrumento anti-coerção” (Anti-Coercion Instrument – ACI), uma medida projetada para impedir ações econômicas coercitivas que afetem o comércio e investimentos no bloco.
O que está em jogo com as tarifas de Trump sobre Groenlândia
O presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas a oito países europeus caso não haja acordo sobre a venda da Groenlândia, uma ilha com rica importância estratégica e econômica. Em resposta, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reafirmou a autonomia da ilha e declarou que as ameaças tarifárias não vão alterar essa posição.
A estratégia da União Europeia: o instrumento anti-coerção
Em reunião emergencial em Bruxelas, representantes da França defenderam a implementação do ACI, uma medida que permite retaliações comerciais amplas, incluindo tarifas, restrições em mercados financeiros, direitos de propriedade intelectual e compras públicas. A capacidade do instrumento de abranger diversas áreas do comércio o torna uma alternativa poderosa para conter pressões externas.
Resistências e impactos econômicos
Nem todos os membros da UE apoiam a ativação do ACI. A Alemanha, por exemplo, tem demonstrado cautela devido à sua forte dependência das exportações. Economistas e especialistas destacam que setores como o automotivo, com grandes empresas como BMW e Stellantis, além das indústrias farmacêuticas e de luxo, podem ser diretamente afetados pelo conflito tarifário.
Reação dos mercados e perspectivas
A notícia da escalada comercial provocou queda nas bolsas europeias e nos futuros dos índices americanos, com o Dow Jones projetando abertura com queda de mais de 300 pontos. Em contrapartida, ativos considerados seguros, como ouro e prata, atingiram novos patamares, refletindo a incerteza no cenário global.
A disputa comercial e seu futuro
A possível adoção do instrumento anti-coerção pela UE marca um momento de tensão elevado nas relações comerciais transatlânticas. Caso a retaliação seja confirmada, o impacto poderá se estender para além dos setores diretamente visados, afetando a dinâmica econômica global e as negociações futuras entre Estados Unidos e Europa.

Reunião da União Europeia em Bruxelas para discutir resposta às tarifas. Foto: CNBC
Fonte: www.cnbc.com
Fonte: CNBC
