Até 2035, agentes inteligentes deverão revolucionar operações e decisões comerciais no setor varejista
Superagentes de IA estão moldando o futuro do varejo, com projeção de movimentar US$ 450 bilhões até 2035 e influenciar profundamente operações e decisões.
O setor varejista está vivenciando uma transformação profunda impulsionada pelos superagentes de IA, que prometem movimentar US$ 450 bilhões até 2035 e alterar significativamente a forma como as operações são conduzidas.
A evolução dos superagentes de IA no varejo
Nos últimos anos, o varejo tem sido um dos setores mais dinâmicos na adoção de tecnologias digitais, com destaque para a inteligência artificial. Conforme projeções do Gartner, até o final de 2026, cerca de 40% das aplicações corporativas devem incorporar agentes de IA focados na execução de tarefas específicas — um aumento significativo em relação aos atuais 5%.
Essa evolução aponta para uma mudança estrutural, onde a receita gerada por softwares com esses agentes poderá superar US$ 450 bilhões até 2035, indicando o peso econômico dessa inovação.
Aplicações práticas e impacto operacional
Segundo Marcos Oliveira Pinto, Global Software Engineer Manager da Jitterbit, a integração dos superagentes deve ser feita de forma estratégica, focando na geração de valor e na eficiência operacional. No comércio eletrônico, por exemplo, esses agentes atuam na continuidade dos processos críticos, como o recebimento e tratamento de pedidos, garantindo que falhas técnicas ou instabilidades não interrompam a experiência do consumidor.
Essa capacidade permite que pedidos sejam capturados e processados de forma assíncrona, evitando a perda de vendas e fortalecendo a resiliência do negócio.
Inteligência na análise do cliente
Além da operação, os superagentes de IA também estão revolucionando a análise do sentimento do cliente. Ao cruzar dados de histórico de compras, interações e comportamento, esses sistemas oferecem insights aprofundados sobre a percepção do consumidor, superando os indicadores tradicionais de satisfação.
Estudos indicam que 86% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por uma experiência positiva, mas muitos insatisfeitos não formalizam reclamações — situação que os agentes detectam para ajudar na tomada de decisões proativas visando a fidelização.
Precificação dinâmica como vantagem competitiva
Outro avanço significativo está na gestão de preços. Inspirados por modelos consolidados em outros setores, os superagentes monitoram em tempo real as variações de demanda e os movimentos da concorrência, sugerindo ajustes automáticos dentro de parâmetros definidos.
Essa resposta rápida é crucial para manter a competitividade, especialmente em categorias sensíveis a preço e sazonalidade.
Estratégias para adoção segura e eficaz
Estudos da KPMG apontam que a adoção de IA no varejo deve crescer de 33% para 85% até 2027, incentivando abordagens modulares que priorizam ganhos rápidos, os chamados “quick wins”.
Arquiteturas que centralizam múltiplos agentes especializados permitem resolver problemas específicos com impacto imediato, escalando os resultados ao longo do tempo.
Porém, a segurança da informação e a governança tecnológica são imperativas para evitar riscos, como vazamento de dados e perda de confiança.
Certificações como a ISO 42001 surgem como referências para garantir a criação e gestão segura desses agentes.
Supervisão humana e transparência
Mesmo com agentes inteligentes ativos, a supervisão humana permanece essencial para validar decisões e evitar erros ou alucinações geradas pela IA.
O varejo que investir em eficiência, integração e governança robusta estará apto a utilizar os superagentes como motores de uma transformação estrutural, promovendo processos cada vez mais inteligentes e orientados à geração de valor.
Fonte: brazileconomy.com.br
Fonte: Divulgação
