Minha Casa Minha Vida ganha novo fôlego e destaque na campanha de Lula

Ricardo Stuckert/PR

Programa habitacional é destaque nas entregas feitas pelo presidente em 2026

Minha Casa Minha Vida é foco da agenda de Lula em 2026, com entregas no Sul e Nordeste, reforçando a popularidade do programa em ano eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado sua agenda de entregas do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) em 2026, reforçando o papel da política habitacional como trunfo em seu projeto de reeleição. A retomada das entregas ocorre por meio de visitas que abrangem regiões estratégicas do país, como o Sul e o Nordeste, onde as ações ganham maior visibilidade e impacto junto à população.

Entregas e agenda presidencial

Na terça-feira, 19 de janeiro, Lula iniciou as atividades no Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com a entrega de 1.276 unidades habitacionais, entre casas e apartamentos, beneficiando diretamente mais de 5 mil pessoas. A cerimônia contou com a presença do ministro das Cidades, Jader Filho, e outras autoridades locais. No mesmo dia, o presidente participou de um anúncio de investimentos na indústria naval brasileira, demonstrando a combinação de ações sociais e econômicas em sua gestão.

Já na sexta-feira, 23 de janeiro, a agenda segue para Maceió, em Alagoas, onde o presidente celebrará a marca de 2 milhões de contratos assinados no programa habitacional, além de visitar a nova sede da Embrapa Alimentos e Territórios. Essas ações reforçam o compromisso do governo com o desenvolvimento regional e a ampliação da infraestrutura social.

Estratégia eleitoral e popularidade do Minha Casa Minha Vida

O relançamento do Minha Casa Minha Vida em 2023, após Lula reassumir o mandato presidencial, tem sido uma das políticas sociais mais bem avaliadas no país. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em dezembro de 2025 indica que o programa possui 90% de aprovação, superando outras iniciativas como o Farmácia Popular e o Bolsa Família.

Essa aprovação consolidada torna o MCMV um dos pilares na campanha eleitoral de Lula, especialmente por sua capacidade de atender desde famílias de baixa renda até a classe média, após a ampliação das faixas de renda beneficiadas aprovada em 2025. Famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil passaram a ser contempladas, ampliando o alcance e a base eleitoral do programa.

Cenário político regional e alianças

No Rio Grande do Sul, o apoio político a Lula está alinhado, com uma chapa forte para as eleições estaduais que inclui nomes do PT e PSol para disputar o governo e o Senado. A unidade da base governista no estado indica um palanque consolidado para a reeleição presidencial.

Em Alagoas, a disputa é mais acirrada, com dois grupos políticos tradicionais se enfrentando. O senador Renan Calheiros (MDB) apoia a candidatura do ministro Renan Filho ao governo, com provável respaldo de Lula, enquanto outro grupo liderado pelo deputado Arthur Lira (PP) pretende disputar o poder estadual. A movimentação política inclui ainda possíveis candidaturas independentes, ampliando a complexidade do cenário eleitoral na região.

Impacto do programa para a população e economia

O Minha Casa Minha Vida, além de promover a inclusão habitacional, impulsiona setores como o da construção civil, gerando empregos e movimentando a economia local. A retomada do programa sob a gestão Lula demonstra a intenção de reforçar esses efeitos, especialmente em regiões que demandam investimentos sociais e infraestrutura.

A ampliação do programa para abranger famílias da classe média também aponta para uma estratégia de fortalecer o mercado imobiliário popular e integrar segmentos sociais que tradicionalmente estavam fora das políticas habitacionais.

Considerações finais

A retomada do Minha Casa Minha Vida em 2026 sinaliza a prioridade do governo Lula em consolidar políticas sociais com impacto direto na vida dos brasileiros. A popularidade do programa e sua presença na agenda presidencial refletem uma aposta no fortalecimento da base eleitoral e no desenvolvimento sustentável, sobretudo em um ano marcado pela disputa eleitoral e pela necessidade de respostas concretas às demandas da população.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Ricardo Stuckert/PR

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