Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal entram no 17º dia sem novas pistas

Arquivo pessoal

Força-tarefa reúne mais de 500 pessoas em operação na mata e no Rio Mearim para encontrar Ágatha Isabelly e Allan Michael

Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal chegam ao 17º dia sem avanços, com mais de 500 pessoas envolvidas entre agentes e voluntários.

As buscas por crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, entraram no 17º dia sem novas pistas sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4. Desde o desaparecimento em 4 de janeiro, uma ampla força-tarefa tem dedicado esforços para localizar os irmãos.

Operação de busca intensificada na mata e no rio

Mais de 500 pessoas participam das buscas, entre agentes de segurança, militares, bombeiros de vários estados e voluntários. As ações se concentram na mata do Quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças foram vistas pela última vez, e nas margens do Rio Mearim, que corta a região.

No último fim de semana, a Marinha do Brasil passou a integrar a operação, realizando varreduras com sonar no trecho fluvial. No dia 19 de janeiro, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão percorreram 180 quilômetros pelo rio em busca de sinais das crianças. As buscas fluviais são conduzidas em duas embarcações que navegam em sentidos opostos, em direção a Bacabal e Arari.

De acordo com o governo do Maranhão, as equipes já mapearam uma área superior a 3.200 km² na região central das buscas.

Depoimento do primo orienta as investigações

O ponto inicial das buscas foi um relato do primo das crianças, Anderson Kauan, de 8 anos, que desapareceu junto com Ágatha e Allan, mas foi encontrado três dias depois em um matagal a cerca de 4 km do local do desaparecimento. Anderson contou que os três se perderam depois de saírem para buscar um pé de maracujá, ignorando o alerta de um tio para retornarem para casa. Para evitar serem vistos, teriam optado por um caminho alternativo em uma mata mais fechada.

Os três teriam se abrigado em uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, onde encontraram uma cadeira e um colchão velhos. Por causa do estado precário da estrutura, também teriam se protegido sob uma árvore.

No terceiro dia, Anderson teria se separado das crianças para tentar encontrar a saída, enquanto Ágatha e Allan permaneceram no abrigo por estarem cansados.

Investigação policial segue todas as linhas

A Polícia Civil do Maranhão instaurou um inquérito para apurar o caso, conduzido por uma comissão formada por delegados, agentes e investigadores. O delegado Ederson Martins destacou que o depoimento de Anderson é um dos principais elementos das investigações.

Há investigações em andamento para todas as hipóteses, com a possibilidade de sequestro e violência sexual sendo descartadas após exames periciais no menino, que não indicaram abuso.

As autoridades continuam empenhadas em localizar Ágatha Isabelly e Allan Michael, mantendo a operação ativa e ampliando a área de buscas na esperança de encontrar novas pistas.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Arquivo pessoal

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: