O presidente Donald Trump critica duramente a decisão do Reino Unido sobre as Ilhas Chagos, enquanto governo defende acordo estratégico
O Chagos Islands sovereignty deal gera polêmica após Trump classificá-lo como "ato de grande estupidez"; governo britânico reafirma importância estratégica.
O “Chagos Islands sovereignty deal” tem provocado debates intensos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressar críticas severas sobre a decisão do Reino Unido de transferir a soberania das Ilhas Chagos para Maurício. Trump classificou o movimento como um “ato de grande estupidez”, ressaltando preocupações estratégicas e de segurança.
Contexto do acordo e apoio inicial
O acordo, celebrado em maio de 2025, envolve a cessão da soberania das Ilhas Chagos ao país insular Maurício, com a manutenção do controle britânico e americano sobre a base militar em Diego Garcia, um ponto-chave para operações no Oceano Índico. Na época da assinatura, o presidente Trump demonstrou apoio ao acordo, destacando a extensão do contrato de arrendamento da base por 99 anos, com possibilidade de extensão por mais 40 anos, como uma garantia para os interesses estratégicos dos aliados.
Mudança de posicionamento e repercussão diplomática
A atual oposição de Trump, manifestada por meio de mensagens em redes sociais, surpreendeu diplomatas e políticos, criando um cenário delicado para o primeiro-ministro britânico Sir Keir Starmer, que até então mantinha uma relação pública positiva com o ex-presidente americano. Essa mudança abrupta de posição levanta dúvidas sobre a estabilidade da “relação especial” entre Reino Unido e Estados Unidos e sobre a condução das políticas externas britânicas.
Defesa do governo britânico
Autoridades do governo, como Darren Jones, secretário-chefe do primeiro-ministro, reforçam que o acordo é fundamental para assegurar “garantias de segurança muito importantes” relacionadas ao funcionamento da ilha e das águas ao redor. Jones defende que a decisão não deve ser motivo de constrangimento para o Reino Unido, mesmo diante da volatilidade geopolítica atual.
Reações políticas e críticas internas
No cenário político britânico, figuras como Emily Thornberry, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Parlamento, interpretam as declarações de Trump como “trolling presidencial”, recomendando que o Reino Unido leve as críticas a sério, mas sem se deixar intimidar. Alguns críticos, como o secretário de defesa sombra James Cartlidge e o líder do Reform UK, Nigel Farage, utilizam a controvérsia para questionar a viabilidade e o custo do acordo, apontando para alternativas de investimento nas forças armadas.
Impactos e desafios futuros
A polêmica em torno do “Chagos Islands sovereignty deal” expõe as complexidades da diplomacia contemporânea, especialmente em relação a acordos estratégicos de longo prazo. Além disso, a reação de Trump pode influenciar eventos diplomáticos futuros, como visitas oficiais do rei e do príncipe de Gales aos Estados Unidos, marcando os 250 anos da independência americana.
A discussão sobre a soberania das Ilhas Chagos também remete a questões históricas e direitos dos povos originários, uma vez que a população local foi removida para a construção da base militar, gerando debates sobre justiça e reparação.
O papel da base militar em Diego Garcia
Diego Garcia é um ponto estratégico vital para a segurança regional e global, servindo como base para operações militares conjuntas entre Reino Unido e Estados Unidos. A manutenção do controle sobre essa instalação é central para o acordo e para as relações entre os países envolvidos, refletindo interesses geopolíticos na região do Oceano Índico.
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O “Chagos Islands sovereignty deal” permanece um tema controverso, evidenciando as tensões entre considerações estratégicas, diplomáticas e históricas que desafiam os governos envolvidos a equilibrar interesses nacionais e alianças internacionais.
Fonte: www.bbc.com
Fonte: Darren Jones
