Tempestade geomagnética G4 provoca auroras visíveis em latitudes médias

Chi Shiyong/VCG via Getty Images

Fenômeno raro iluminou o céu de vários continentes, surpreendendo observadores pelo alcance incomum

Uma tempestade geomagnética G4 desencadeou auroras espetaculares, visíveis em latitudes incomuns como Estados Unidos e Alemanha.

No dia 19 de janeiro de 2026, a Terra foi atingida por uma tempestade geomagnética do nível G4, considerada severa, que desencadeou um espetáculo de auroras visíveis em regiões atípicas para esse tipo de fenômeno. A tempestade foi causada pela chegada de uma ejeção de massa coronal (CME) extremamente rápida, originada de uma intensa erupção solar do tipo X1.9 no dia 18 de janeiro. Essa CME percorreu a distância de aproximadamente 147 milhões de quilômetros entre o Sol e a Terra em tempo recorde, atingindo o campo magnético terrestre por volta das 14h38 EST (19h38 GMT).

A tempestade geomagnética e sua origem

A ejeção de massa coronal foi suficientemente poderosa para alterar significativamente o campo magnético da Terra, resultando em uma perturbação geomagnética que chegou ao nível G4, conforme classificação da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration). Durante várias horas, o campo magnético permaneceu altamente instável, com níveis de tempestade oscilando entre G1 e G4, o que favoreceu a ocorrência de múltiplos surtos de atividade auroral.

Auroras em latitudes inesperadas

Normalmente restritas às regiões polares, as auroras foram avistadas em latitudes muito mais baixas, surpreendendo observadores em locais como a Alemanha, o sudoeste dos Estados Unidos (incluindo Novo México) e até mesmo o México. Por exemplo, o fotógrafo Greg Gage capturou imagens impressionantes das luzes do norte em Deming, Novo México, a aproximadamente 32° de latitude, região geralmente fora do alcance desses fenômenos.

Na Europa, auroras foram fotografadas acima do rio Müggelspree, na Alemanha, e na vila de Abaujvar, na Hungria, onde foram registradas cores vibrantes de vermelho e verde. Na França, em Morbihan, Bretanha, a cena foi dominada por tons magenta intensos que conferiram ao céu uma aparência quase surreal.

Registros e experiências dos observadores

Diversos testemunhos de astrônomos amadores revelam a magnitude e a raridade desse evento. Em Sistersville, Virgínia Ocidental, o observador Greg Gage enfatizou a surpresa ao ver auroras tão ao sul durante sua viagem para Novo México. Já o fotógrafo Sascha Schuermann capturou cenas dramáticas na região da Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha.

Além disso, registros na China mostram uma exibição colorida e detalhada das auroras na vila de Beiji, provocando grande fascínio entre os entusiastas locais. O fenômeno também foi amplamente compartilhado em redes sociais, com timelapses e imagens de alta qualidade de pontos como Ontario, Canadá, e Nijmegen, Holanda.

Perspectivas para os próximos dias

Especialistas em clima espacial alertam que, embora a atividade geomagnética deva diminuir gradualmente, condições ainda instáveis podem permitir novas aparições das auroras nos próximos dias, caso o vento solar mantenha sua intensidade. Portanto, fotógrafos e astrônomos amadores são aconselhados a manter equipamentos prontos para capturar possíveis novos eventos.

Este episódio reforça a importância do monitoramento contínuo do Sol e do clima espacial para entender os impactos na Terra e aproveitar ocasiões raras como esta, que aproximam as pessoas da beleza dinâmica do universo.

Fonte: www.space.com

Fonte: Chi Shiyong/VCG via Getty Images

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