Tarifas de Trump pressionam Europa a fortalecer competitividade econômica

CNBC

Georgieva alerta líderes europeus sobre desafios diante das ameaças tarifárias dos EUA

IMF alerta Europa a melhorar competitividade diante das tarifas ameaçadas pelos EUA sob liderança de Trump.

O ambiente econômico e político internacional enfrenta um novo capítulo de tensões com as recentes ameaças tarifárias dos Estados Unidos contra países europeus lideradas por Donald Trump. Essa conjuntura motivou uma advertência firme da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, que convocou os líderes da Europa a “se organizarem” para preservar a competitividade do continente.

Pressão dos EUA e ameaças tarifárias

Nos últimos dias, Trump anunciou que oito aliados europeus, entre eles Dinamarca, França, Alemanha e Reino Unido, estariam sujeitos a tarifas crescentes a partir de fevereiro, caso não haja acordo para a compra da Groenlândia, território autônomo dinamarquês. Além disso, o presidente americano ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos franceses devido a divergências políticas relacionadas ao conflito em Gaza.

Essas medidas acirraram o clima diplomático e econômico, colocando em alerta os mercados e os governos europeus, que veem as ameaças como “inaceitáveis” e consideram respostas econômicas, incluindo a ativação do “Instrumento Anti-Coercitivo” da União Europeia.

Aviso do FMI: a necessidade de integração e competitividade

Em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Georgieva enfatizou que a Europa tem deixado de aproveitar seu potencial econômico, especialmente na capacidade de transformar pequenas empresas em gigantes globais e na produtividade geral.

Para reverter esse quadro, a diretora do FMI indicou quatro prioridades fundamentais para a Europa:

Finalizar a união dos mercados de capitais, para melhor alocar recursos financeiros internamente.
Consolidar a união energética, reduzindo a fragmentação dos sistemas entre países.
Facilitar a mobilidade laboral dentro da União Europeia, eliminando barreiras para trabalhadores transfronteiriços.
Investir estrategicamente em pesquisa, desenvolvimento e inovação para impulsionar o crescimento sustentável.

Georgieva ressaltou que atualmente cerca de 300 bilhões de euros em poupanças europeias estão investidos nos Estados Unidos, evidenciando o desafio em manter recursos e investimentos dentro do continente.

A resposta política europeia e os desafios geopolíticos

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a necessidade de a Europa se tornar mais independente diante das mudanças permanentes no cenário internacional. Ela defendeu que o continente aproveite a oportunidade para construir uma nova ordem baseada em autonomia e resiliência.

Enquanto isso, a repercussão das tarifas americanas levou os líderes europeus a buscarem uma abordagem mais unificada e pragmática frente às ameaças, buscando evitar uma escalada que possa prejudicar o comércio global.

Perspectivas econômicas globais e estabilidade

Apesar das tensões, o FMI revisou para cima as projeções de crescimento global para 2026 e 2027, atingindo 3,3% e 3,2%, respectivamente. Georgieva afirmou que a contenção de uma guerra comercial aberta contribuiu para essa melhora e recomendou calma e análise racional diante das medidas tarifárias.

A diretora do FMI espera que a razão econômica prevaleça, minimizando impactos negativos e estimulando os países a focarem em estratégias internas que fortaleçam suas economias e suas posições no cenário mundial.

A conjuntura atual reafirma a necessidade de a Europa acelerar reformas estruturais e aprofundar a integração econômica para resistir a choques externos e manter influência global. O debate sobre tarifas e relações transatlânticas permanece aberto, com implicações diretas sobre o futuro do comércio e da geopolítica internacional.

Fonte: www.cnbc.com

Fonte: CNBC

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