Laudo revela aplicação irregular de substâncias e agravamento súbito da saúde dos pacientes
Laudo pericial detecta uso irregular de desinfetante em paciente e piora súbita na saúde no hospital de Taguatinga.
A recente perícia do Instituto de Medicina Legal (IML) trouxe à tona informações alarmantes sobre as mortes ocorridas no hospital de Taguatinga, investigadas na denominada “Operação Anúbis” pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Detalhes do laudo pericial
Conforme explicou a diretora do IML, Márcia Reis, a análise técnica cruzou dados clínicos, imagens das câmeras de segurança e exames laboratoriais, revelando que as vítimas sofreram uma piora súbita e repetida, diferente do processo gradual esperado em casos graves na UTI. Esses episódios culminaram em paradas cardíacas, ocorridas momentos após intervenções dos suspeitos.
Aplicação irregular de substâncias
O aspecto mais grave do laudo foi a identificação da aplicação direta de um desinfetante na corrente sanguínea de uma das vítimas, algo sem precedentes. Também foram detectadas administrações incorretas de medicamentos controlados, sempre em desacordo com os protocolos médicos vigentes.
Conhecimento dos profissionais envolvidos
A diretora do IML ressaltou que os investigados eram profissionais experientes em ambiente de terapia intensiva e, portanto, plenamente conscientes dos riscos e dos protocolos rigorosos para manuseio dessas substâncias. A aplicação irregular e não controlada aponta para um ato doloso, com conhecimento dos potenciais efeitos fatais.
Conduta após os eventos
Curiosamente, os suspeitos não apenas aplicavam as substâncias, mas também participavam ativamente das manobras de reanimação das vítimas após as paradas cardíacas. A polícia apura se essa atitude tinha como objetivo ocultar a autoria dos crimes diante da equipe hospitalar.
A investigação prossegue para esclarecer o envolvimento dos profissionais e as motivações que levaram a esse quadro trágico no hospital da cidade de Taguatinga.
Fonte: jovempan.com.br
Fonte: Diretora do Instituto de Medicina Legal (IML), Márcia Reis
