Banco do Brasil, Ambipar e Petrobras lideram os destaques corporativos de 20 de janeiro

Payout do Banco do Brasil, mudança na diretoria da Ambipar e novos investimentos da Petrobras estão entre os principais assuntos

Banco do Brasil aprova payout para 2026, Ambipar passa por mudança na diretoria e Petrobras investe R$ 2,8 bilhões em novas embarcações.

O mercado corporativo brasileiro tem nesta terça-feira (20) importantes movimentações, com Banco do Brasil, Ambipar e Petrobras entre os protagonistas das notícias que impactam investidores.

Banco do Brasil define payout de 30% para 2026 com calendário detalhado

O Banco do Brasil (BBAS3) comunicou que seu Conselho de Administração aprovou um payout de 30% para o exercício de 2026, mantendo o percentual revisado após o desempenho do segundo trimestre do ano anterior. A remuneração aos acionistas será feita em oito parcelas ao longo do ano, sendo quatro antecipadas e quatro complementares ao término de cada trimestre.

Essa decisão considerou fatores como resultados financeiros, apetite e tolerância a riscos, e o cenário das oportunidades de investimento, ressaltando o foco na manutenção e expansão da capacidade operacional. A medida reflete o impacto da alta da inadimplência, especialmente no agronegócio, que levou a um ajuste do payout originalmente previsto entre 40% e 45%.

Ambipar promove mudança na diretoria em meio à recuperação judicial

No contexto de sua recuperação judicial, a Ambipar (AMBP3) aprovou a eleição de Renato Ferreira dos Santos como novo diretor de relações com investidores, substituindo Ricardo Rosanova Garcia. A companhia não detalhou os motivos da troca, mas reforça seu plano aprovado em dezembro de 2025 para enfrentar a atual situação financeira do grupo.

O plano de recuperação judicial, protocolado na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, tem como objetivos manter a normalidade das operações, garantir a continuidade dos serviços e preservar empregos.

Petrobras investe R$ 2,8 bilhões em frota para aprimorar logística

A Petrobras (PETR4) e sua subsidiária Transpetro assinarão contratos para a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores em três estaleiros brasileiros. O estaleiro Rio Grande (RS) ficará responsável pelos gaseiros, o Bertolini Construção Naval da Amazônia (AM) pelas barcaças, e o Indústria Naval Catarinense (SC) pelos empurradores.

Com investimento total de R$ 2,8 bilhões, a iniciativa visa reduzir a dependência de afretamentos e aumentar a flexibilidade e eficiência na movimentação de gases liquefeitos (GLP) e outros produtos.

Outros destaques do mercado

A Guararapes (GUAR3), dona da Riachuelo, teve sua classificação de crédito nacional de longo prazo elevada pela agência Fitch, de ‘A+(bra)’ para ‘AA-(bra)’, com perspectiva estável. A ação reflete a expectativa de manutenção de perfil financeiro sólido, margens operacionais estáveis e gestão eficiente do capital.

A Trisul (TRIS3) reportou queda de 9,7% nas vendas líquidas no quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 673,6 milhões, mas manteve o valor geral de vendas próximo ao registrado no ano anterior, com destaque para empreendimentos de alto padrão.

A JSL (JSLG3) registrou leve queda de 1,4% na receita bruta no último trimestre, ligada principalmente à divisão de serviços dedicados, mas reportou crescimento de 6,1% no acumulado anual, além de expansão de Ebitda e margem no quarto trimestre.

Por fim, o Banco de Brasília (BRB) negou riscos de intervenção e informou possuir suficiência patrimonial para enfrentar eventuais impactos decorrentes das investigações envolvendo o Banco Master, reforçando que planos para recomposição de capital dependem de auditorias e análises do Banco Central.

Essas movimentações evidenciam a dinâmica e os desafios enfrentados por diferentes setores da economia brasileira, com ajustes estratégicos e investimentos que buscam fortalecer posições e garantir sustentabilidade financeira diante de cenários desafiadores.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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