Ministro do STF descarta deixar o caso e determina custódia das provas à PGR
O ministro Dias Toffoli reafirmou que não deixará a relatoria do inquérito Banco Master no STF, garantindo continuidade às investigações.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli mantém firme a relatoria do inquérito envolvendo o Banco Master, conforme revelou a interlocutores no início de 2026. Essa decisão impede que o processo retorne à fase inicial, o que ocorreria caso o ministro deixasse o caso, com anulação das decisões já tomadas e novo sorteio para relatoria.
Pressões e medidas no inquérito Banco Master
Toffoli tem enfrentado pressões de diversos setores políticos e reclamações de delegados da Polícia Federal (PF), especialmente após a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero. Uma das decisões mais controversas foi determinar que as provas obtidas na operação permaneçam sob a custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não da autoridade policial, o que gerou críticas dentro da PF.
Para acompanhar a extração e perícia dos dados apreendidos, Toffoli autorizou que quatro peritos da Polícia Federal participem do processo. No entanto, a corporação discorda, defendendo que essa tarefa deveria ser exclusiva do setor responsável internamente. Entre os peritos indicados está um profissional que atuou em investigações como a Operação Lava Jato. O prazo das investigações foi estendido por mais 60 dias, conforme pedido da Polícia Federal e autorizado pelo ministro.
Decisões recentes e andamento do inquérito
O ministro Toffoli aprovou o pedido de prorrogação do inquérito, que tramita em sigilo, atendendo à manifestação da autoridade policial que solicitou mais tempo para conclusão das investigações. Inicialmente, os itens apreendidos, como celulares, computadores e outros dispositivos, deveriam ficar lacrados e guardados na sede do STF. Posteriormente, Toffoli mudou seu entendimento e determinou que a custódia dos materiais fosse transferida para a Procuradoria-Geral da República.
Nos desdobramentos da operação, realizada numa quarta-feira, houve nova busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, além da prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, que é cunhado de Vorcaro.
Impacto e repercussão
A manutenção da relatoria por Toffoli assegura a continuidade das investigações sem interrupções que poderiam atrasar ou comprometer o avanço do processo. A decisão em transferir a guarda das provas para a PGR expõe divergências entre as instituições responsáveis pela investigação, refletindo tensões internas que podem influenciar o andamento e o desfecho do caso.
O inquérito Banco Master envolve valores significativos e movimentações financeiras que terão impacto direto nos envolvidos e no setor financeiro investigado. A prorrogação do prazo indica que as apurações ainda demandam aprofundamento diante das complexidades do caso.
—
Imagem do ministro Dias Toffoli, figura central nas decisões referentes ao inquérito Banco Master.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Andre Borges/Especial Metrópoles
