Monitoramento aponta redução da seca no Norte e piora no Sul do Paraná em janeiro de 2026
O fenômeno da seca no Paraná apresentou melhora no Norte, enquanto as regiões Sul e Sudoeste enfrentam agravamento, conforme o Monitor de Secas de janeiro.
O fenômeno da seca no Paraná apresenta variações significativas conforme a região, segundo o boletim de janeiro do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA). Enquanto o Norte e o Noroeste do estado registram taxas de precipitação que têm contribuído para o alívio da seca, as regiões Sul e Sudoeste enfrentam agravamento das condições secas.
Situação da seca nas regiões do Paraná
O levantamento técnico, coordenado pelo Simepar, indica que em dezembro houve um avanço da seca fraca no Extremo Sul e Sudoeste do Paraná, especialmente nas áreas de divisa com Santa Catarina, onde as chuvas foram irregulares e ficaram abaixo da média histórica. Em contraste, no Norte e Noroeste, as chuvas mais regulares e temperaturas ligeiramente abaixo da média favoreceram a redução da seca.
Municípios como Jacarezinho e Cambará tiveram recuo da seca grave para moderada, enquanto o Norte dos Campos Gerais e o Norte Pioneiro mantêm seca moderada. No restante da faixa Leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba, o registro é de seca fraca.
Registros pluviométricos expressivos
Destaque para Guaíra, que acumulou 517,2 mm de chuvas em dezembro de 2025, superando em muito a média histórica de 175,1 mm, um volume que não era registrado desde 2020. Cambará também atingiu recorde histórico para o mês, com 407,2 mm, o maior desde a instalação da estação meteorológica local em 1997.
Entretanto, das 44 estações monitoradas pelo Simepar com mais de seis anos de operação, 19 registraram volumes de chuva abaixo da média no último mês, principalmente nas regiões Sul e Sudoeste.
Evolução histórica e contexto climático
Segundo a série histórica, setembro e outubro de 2025 registraram expansão das classificações de seca no Norte, seguido por retração em novembro e continuidade dessa tendência em janeiro, graças a melhores condições climáticas. No Sudoeste, períodos de chuva intensa favoreceram a diminuição da seca menos intensa, mas a irregularidade recente contribuiu para seu retorno.
Impactos e perspectivas regionais
O cenário heterogêneo da seca no Paraná traz desafios para o gerenciamento dos recursos hídricos e atividades agrícolas, sobretudo nas regiões mais afetadas. O monitoramento contínuo, integrado por órgãos como a ANA e Simepar, é fundamental para orientar políticas públicas e medidas de mitigação.
Panorama nacional da seca
No Brasil, o fenômeno da seca extrema persiste no Nordeste, abrangendo estados como Bahia, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. O Sudeste e parte do Centro-Oeste registram seca moderada, enquanto o Rio Grande do Sul não apresenta registros significativos de seca. A variação regional destaca a complexidade dos desafios hídricos no país.

(Arte: Simepar) Foto: Monitor das Secas
Fonte: www.parana.jor.br
Fonte: Monitor das Secas
