Mercado global reage a ameaças tarifárias com queda e CEO de bancos pedem calma

CNBC

CEO de bancos europeus destacam volatilidade como nova realidade e pedem serenidade diante da turbulência

Mercado global reage a ameaças tarifárias e CEO de bancos pedem calma em meio à volatilidade considerada "nova normal".

Os mercados globais enfrentaram uma forte queda na terça-feira, 20 de janeiro, após o presidente Donald Trump ameaçar aplicar tarifas adicionais, incluindo uma possível sobretaxa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses. Essa movimentação colocou as bolsas da Europa, Estados Unidos e Ásia em território negativo, evidenciando a tensão crescente no cenário econômico internacional.

Reação dos mercados e principais quedas

O índice pan-europeu Stoxx 600 sofreu uma queda expressiva de cerca de 1,2% no pregão da manhã, com os principais setores e bolsas do continente registrando perdas significativas. Nos Estados Unidos, os futuros das ações recuaram, com o Dow Jones Industrial Average caindo quase 1,5%, o S&P 500 diminuindo 1,6% e o Nasdaq apresentando perda próxima a 2%. Na Ásia, os mercados fecharam em baixa, refletindo o impacto global das ameaças tarifárias.

CEO de bancos pedem serenidade em meio à volatilidade

Em meio ao sell-off, executivos de bancos europeus utilizaram o Fórum Econômico Mundial em Davos para transmitir uma mensagem de calma. Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, destacou a importância de não sucumbir ao pânico, ressaltando que “é importante manter a calma e observar os fatos com atenção”. Segundo ela, a experiência do ano anterior com as tensões tarifárias ensinou que a cautela é fundamental para evitar reações precipitadas.

Anthony Gutman, co-CEO da Goldman Sachs International, qualificou o atual cenário de volatilidade como a “nova normal” do mercado. Em entrevista, afirmou que apesar do otimismo em relação à Europa em 2026, o risco tarifário cria complexidades para líderes empresariais que precisam tomar decisões estratégicas em um ambiente incerto.

Impacto econômico e preocupações geopolíticas

Steven Van Rijswijk, CEO do ING Group, apontou que as disputas comerciais e os desafios nas cadeias de suprimentos atuam como um sinal de alerta para a estabilidade econômica do continente. Ele observou que, enquanto os mercados europeus resistiram aos choques tarifários do ano anterior, o uso crescente de políticas comerciais como ferramentas geopolíticas traz impactos indiretos preocupantes.

Van Rijswijk enfatizou que as consequências mais graves podem não estar nas tarifas em si, mas nas mudanças que elas provocam nos padrões de comércio, investimentos e estratégias produtivas das empresas. A indecisão e as tensões podem resultar em adiamentos de investimentos e reorganizações das cadeias globais, afetando o crescimento econômico a médio e longo prazo.

Perspectivas para o futuro

O cenário atual exige que investidores, empresas e governos acompanhem atentamente as evoluções das políticas comerciais e seu reflexo nos mercados financeiros. A mensagem unânime dos CEOs presentes em Davos é a necessidade de manter a serenidade diante da volatilidade e de preparar estratégias que considerem a complexidade crescente no ambiente global.

Com a possibilidade de novas medidas tarifárias entrando em vigor nos próximos meses, especialmente com tarifas de 10% previstas para fevereiro e aumento para 25% em junho caso persistam os desentendimentos sobre a Groenlândia, a atenção ao desenrolar desses eventos será crucial para definir o ritmo da economia mundial em 2026.

Considerações finais

O alerta dos líderes bancários para a “nova normal” dos mercados financeiros reforça que a instabilidade e as tensões geopolíticas fazem parte do contexto atual. A capacidade de adaptação e a busca por estabilidade serão fatores decisivos para enfrentar os desafios econômicos impostos por essa conjuntura.

Fonte: www.cnbc.com

Fonte: CNBC

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