Subcomissão especial do Senado vai monitorar aprovação do tratado que reduz tarifas comerciais entre os blocos
Senado cria subcomissão para acompanhar ratificação do Acordo Mercosul-UE que prevê redução tarifária entre os blocos econômicos.
O Senado Federal iniciou um movimento estratégico para acompanhar a ratificação do Acordo Mercosul-União Europeia (UE), firmado no Paraguai no dia 17 de janeiro de 2026. A iniciativa ganhou corpo com a decisão do presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), de criar uma subcomissão especial dedicada ao tema.
Contexto do acordo Mercosul-UE
O tratado celebrado entre os dois blocos econômicos prevê a eliminação ou redução de até 90% das tarifas de importação e exportação entre Mercosul e União Europeia. Tal medida tem o potencial de transformar o panorama comercial, promovendo maior integração econômica e ampliando o fluxo de bens e serviços entre as regiões.
Papel da subcomissão no Senado
A subcomissão criada funcionará como um órgão permanente de acompanhamento do processo legislativo relativo à aprovação do acordo no Congresso Nacional. O grupo será responsável por analisar o conteúdo do tratado, discutir seus impactos econômicos e sociais, e articular com outras instâncias governamentais e internacionais para facilitar a ratificação.
Diálogo com a União Europeia
Na quinta-feira, 22 de janeiro, o senador Nelsinho Trad recebeu a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf. A reunião reforça a importância do diálogo diplomático e técnico para assegurar o alinhamento entre as partes e esclarecer dúvidas sobre o acordo, visando uma tramitação mais célere e segura.
Próximos passos para a ratificação
Além do Congresso Nacional brasileiro, o acordo depende da confirmação pelo Parlamento Europeu e pelos demais países que compõem o Mercosul. A atuação da subcomissão busca garantir que o Brasil esteja preparado para cumprir os compromissos assumidos, ao mesmo tempo em que defende os interesses nacionais no processo de aprovação.
O acompanhamento institucional se mostra fundamental para a concretização do acordo, que promete ampliar o comércio bilateral, estimular investimentos e gerar benefícios econômicos para ambos os blocos.
