Ex-servidor público é sentenciado pelo assassinato do ex-sogro em Goiânia em 2022
Felipe Gabriel Jardim foi condenado a 17 anos de prisão pelo homicídio duplamente qualificado do ex-sogro em Goiânia, crime ocorrido em 2022 dentro de uma farmácia.
O ex-servidor público Felipe Gabriel Jardim foi condenado a 17 anos de prisão pela Justiça de Goiás pela morte do ex-sogro João do Rosário Leão, de 63 anos, em um crime ocorrido no dia 27 de junho de 2022. O homicídio aconteceu dentro da farmácia onde a vítima era proprietário, no Setor Bueno, em Goiânia.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Felipe entrou no estabelecimento e efetuou um disparo na cabeça do ex-sogro, que veio a falecer no local. João do Rosário era policial civil aposentado.
Contexto do crime
Segundo as investigações, a motivação para o assassinato estaria relacionada a um registro de ocorrência feito por João contra Felipe por violência doméstica. O policial aposentado teria presenciado uma discussão entre Felipe e sua filha, Kennya Yanka, ex-namorada do réu, durante a qual Felipe sacou uma arma e atirou para o alto.
Pouco depois do crime, Felipe fugiu do local e foi capturado três dias depois na casa de parentes.
Defesa e laudos médicos
A defesa de Felipe alegou transtornos mentais no momento do crime, sustentando que ele não teria a intenção de matar. Foram apresentados laudos e resultados de acompanhamento em Psicologia Jurídica e Psiquiatria Forense que indicavam comprometimento psíquico do acusado.
No entanto, o laudo médico pericial concluiu que Felipe tinha total capacidade de entendimento e discernimento no momento do disparo, apesar de episódios de humor depressivo e sintomas psicóticos. O documento ressaltou que o réu tinha ciência da gravidade do ato.
Histórico judicial do acusado
Felipe Gabriel estava preso desde junho de 2023, após ser condenado a três anos de reclusão por ameaça e violência psicológica contra a ex-namorada, incluindo o uso de arma de fogo para intimidar a mulher e seu filho de quatro anos.
O Ministério Público denunciou Felipe por homicídio duplamente qualificado e porte ilegal de arma, sendo absolvido da última acusação.
Decisão judicial
Em outubro de 2022, o juiz Antônio Fernandes de Oliveira, da 4ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia, determinou um exame de insanidade mental, que não constatou comprometimento da sanidade do acusado no momento do crime.
O magistrado destacou que Felipe havia passado por exames psicológicos ao solicitar porte de arma e ao assumir cargo público, não havendo indícios de incapacidade mental na data do homicídio.
A sentença de 17 anos de prisão reflete a grave natureza do crime e a responsabilização do acusado pelo assassinato do ex-sogro.

Foto: Divulgação/ PCES
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Divulgação/ PCES
