Soja na China: EUA perdem mercado para América do Sul em 2025

Análise aponta mudanças significativas na origem das importações chinesas de soja, com Brasil e Argentina ampliando fatias

Soja na China em 2025 mostra queda da participação dos EUA para 15%, enquanto Brasil e Argentina ampliam presença no mercado chinês.

A soja na China em 2025 apresenta uma mudança marcante na origem de suas importações, com os Estados Unidos perdendo espaço para os fornecedores da América do Sul. Dados divulgados pela Administração Geral de Alfândega da China no dia 20 de janeiro indicam que a participação dos EUA caiu para 15%, contra 21% no ano anterior.

Crescimento da América do Sul no mercado chinês

O Brasil consolidou sua posição como principal fornecedor de soja para a China, aumentando sua fatia de mercado para 73,6% em 2025, ante 71% em 2024. A Argentina também ampliou sua participação, atingindo 7%, um salto significativo em relação aos 4% do ano anterior. Esse crescimento sul-americano reflete uma preferência dos compradores chineses, que recorreram a esses fornecedores após a suspensão dos embarques dos EUA desde setembro.

Queda nas exportações dos EUA e retomadas parciais

As exportações de soja dos EUA para a China caíram drasticamente, chegando a zero em dezembro de 2025, marcando o quarto mês consecutivo sem embarques, conforme dados da Alfândega. Porém, após uma trégua estabelecida em outubro, o comércio entre os dois países começou a ser retomado. Ao menos seis navios estavam programados para transportar soja norte-americana para a China em dezembro e janeiro, com um sétimo já em trânsito.

Impacto nas importações totais

Em 2025, a China importou um recorde de 111,83 milhões de toneladas de soja, 6,5% a mais que no ano anterior. Destes, 82,32 milhões vieram do Brasil, um aumento de 10,3%, e 7,89 milhões da Argentina, um crescimento de 92,4%. As importações dos EUA, entretanto, caíram 24% para 16,82 milhões de toneladas, representando apenas 15% do total.

Reconfigurações no mercado global da soja

Esse cenário reflete não apenas uma mudança momentânea, mas uma possível reconfiguração estrutural no comércio global da soja, com a China diversificando seus fornecedores para garantir segurança no abastecimento. Para produtores e mercados internacionais, essa movimentação traz novos desafios e oportunidades que deverão ser acompanhados atentamente nos próximos anos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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