Pix reforça segurança com árvore de transações para conter golpes

Priscila Zambotto/Getty Images

Novo mecanismo obrigatório amplia rastreamento e facilita devolução em fraudes via Pix

Pix reforça segurança com MED 2.0, que rastreia transações em cadeia e facilita devolução em casos de golpe.

O Pix reforça segurança contra golpes a partir de 3 de fevereiro com a obrigatoriedade do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), uma ferramenta que utiliza a “árvore de transações” para ampliar o rastreamento do dinheiro enviado por vítimas de fraudes. A medida, determinada pelo Banco Central (BC), visa facilitar a recuperação de valores em operações fraudulentas realizadas via Pix.

Entendendo a árvore de transações

Antes do MED 2.0, as instituições financeiras analisavam apenas a primeira conta que recebia o dinheiro alvo de golpes. Com a nova tecnologia, todas as contas pelas quais o valor passou são monitoradas, possibilitando um rastreamento mais amplo e detalhado. Isso aumenta a chance de bloqueio dos recursos indevidamente transferidos e a devolução rápida ao cliente lesado.

Como funciona o MED 2.0

O MED 2.0 é uma evolução do sistema facultativo que estava disponível desde 23 de novembro do ano passado. A partir de fevereiro, ele será obrigatório para todas as instituições que oferecem Pix, incluindo bancos e fintechs. Com isso, além da árvore de transações, as instituições passam a compartilhar informações para agilizar a identificação e bloqueio dos valores comprometidos.

Para utilizar a ferramenta, o cliente deve registrar a contestação da operação diretamente pelo aplicativo da instituição financeira. O Banco Central informa que, nos casos em que a contestação for procedente, a devolução do dinheiro pode ocorrer em até 11 dias.

Importância da agilidade na contestação

O prazo entre a realização do golpe e o registro da contestação é fundamental para o sucesso do ressarcimento. Quanto antes o usuário informar a fraude, maiores as chances de recuperação, pois dificulta a pulverização dos recursos pelos golpistas e impede que eles se tornem irrecuperáveis.

Desde 1º de outubro, as instituições financeiras também são obrigadas a disponibilizar um “botão de contestação” nos aplicativos, permitindo que o usuário comunique um Pix fraudulento sem precisar falar com atendentes, acelerando o processo de análise.

Limitações do sistema

Apesar dos avanços, o MED 2.0 é restrito a situações que envolvem fraude, golpe ou coerção. Ele não é válido para casos de arrependimento de compra, desacordo comercial ou envio acidental para a chave errada. Nesses casos, a devolução depende exclusivamente da boa vontade do recebedor, sem intervenção obrigatória do sistema financeiro.

Com essa atualização, o Pix reforça segurança e oferece mais proteção aos usuários contra fraudes, ao mesmo tempo em que agiliza a recuperação de valores perdidos em golpes, reafirmando seu papel como meio de pagamento inovador e confiável no Brasil.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Priscila Zambotto/Getty Images

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