Fenômeno atinge a Terra desde 19 de janeiro, gerando auroras em regiões atípicas e preocupações em setores estratégicos
Tempestade solar intensa ativa alerta nível 4 e provoca auroras em locais incomuns, com impactos em comunicações e satélites.
Desde a noite de segunda-feira, 19 de janeiro, a Terra está sob uma tempestade solar que a NOAA classificou como a mais intensa das últimas duas décadas, emitindo um alerta de nível 4 em uma escala que vai até 5. Esse nível indica risco elevado de perturbações no campo magnético do planeta, situação não registrada desde outubro de 2003.
Alerta severo e fenômeno raro
A ejeção de massa coronal, um tipo de explosão solar que lança partículas carregadas e campos magnéticos ao espaço, atingiu o campo magnético terrestre, intensificando uma tempestade geomagnética. Como consequência, auroras boreais foram observadas em regiões atípicas, incluindo Portugal, Alemanha e Reino Unido — áreas geralmente fora do alcance do fenômeno, que costuma se limitar às proximidades do Círculo Polar Ártico.
Como a tempestade solar afeta a Terra
As partículas solares interagem com a atmosfera superior e o campo magnético da Terra, causando o espetáculo luminoso das auroras, mas também podem provocar efeitos nos sistemas tecnológicos. A Nasa explica que, apesar da intensidade, a proteção natural da Terra evita riscos diretos para a população na superfície.
Impactos possíveis e setores em alerta
Apesar de não se prever danos generalizados, a tempestade despertou preocupações nos seguintes setores:
Comunicação e navegação: interrupções em comunicações de alta frequência, principalmente em regiões polares, e interferência em sinais de GPS, afetando navegação aérea e sistemas dependentes de localização.
Satélites e operações espaciais: possibilidade de falhas temporárias ou danos em satélites de comunicação e navegação. Astronautas em órbita baixa podem ser expostos a níveis maiores de radiação.
Aviação: rotas polares e voos em alta altitude monitoram riscos de exposição à radiação e falhas de comunicação.
Redes elétricas: embora impactos amplos não sejam esperados neste evento, tempestades geomagnéticas podem afetar sistemas de energia em casos extremos.
Impacto para o público em geral
Especialistas afirmam que não há previsão de efeitos tecnológicos generalizados para a população. No Brasil, a possibilidade de observar auroras é mínima devido à baixa latitude do país, o que limita a ocorrência do fenômeno luminoso.
O evento reforça a importância do monitoramento constante do clima espacial para mitigar riscos e manter a segurança das infraestruturas críticas, evidenciando como a atividade solar pode influenciar diretamente tecnologias e operações na Terra.
Fonte: baccinoticias.com.br
