Aurora boreal pode ser vista em 10 estados dos EUA após impacto solar

Campos magnéticos da Terra vibram intensamente após ejeção de massa coronal, ampliando visibilidade das luzes do norte

Após uma poderosa ejeção de massa coronal, a aurora boreal pode ser vista em até 10 estados norte-americanos, fenômeno impulsionado pela intensa atividade geomagnética.

O fenômeno da aurora boreal voltou a chamar atenção na noite de 20 de janeiro após a Terra ser impactada por uma imensa ejeção de massa coronal (CME) no dia 19. Essa explosão solar provocou alterações significativas no campo magnético terrestre, que ainda está “ressoando como um sino”, favorecendo a visibilidade das luzes do norte em até 10 estados dos Estados Unidos.

Impacto da ejeção de massa coronal no campo magnético terrestre

O CME que atingiu a Terra é um dos mais intensos recentes, gerando uma tempestade geomagnética que, segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, permanece ativa em níveis de intensidade G1, que indicam atividade geomagnética menor, mas ainda perceptível. Por sua vez, o Met Office do Reino Unido sugere que a tempestade pode atingir níveis entre G3 e G4, classificados como fortes a severos, dependendo da evolução do evento.

Essas perturbações fazem com que o campo magnético terrestre oscile, facilitando a entrada de partículas solares na atmosfera superior, onde interagem com gases que, ao se ionizarem, geram a impressionante luminosidade da aurora boreal.

Estados com maior probabilidade de visibilidade

De acordo com as últimas previsões, os estados norte-americanos com maior possibilidade de observação da aurora boreal são:

Alasca
Dakota do Norte
Minnesota
Montana
Dakota do Sul
Wisconsin
Idaho
Washington
Michigan
Maine

Embora limitados a essas regiões, os especialistas alertam que, devido à instabilidade persistente do campo magnético, surtos podem levar as luzes a serem vistas mais ao sul, ampliando temporariamente a área de visibilidade.

Momentos ideais para observação

O NOAA recomenda os seguintes períodos para uma melhor chance de visualizar a aurora:

13h às 16h EST (18h00 – 21h00 GMT): possibilidade de tempestade geomagnética moderada (G2)
16h às 19h EST (21h00 – 00h00 GMT): tempestade geomagnética menor (G1) possível
22h às 01h EST do dia 21 (03h – 06h GMT): tempestade geomagnética menor (G1) possível

O início da exibição pode antecipar-se devido à atividade já elevada, tornando recomendável começar a observação logo após o anoitecer.

Dicas para caçadores da aurora

Para maximizar as chances de capturar a aurora boreal, observadores devem procurar locais com:

Visão desobstruída para o norte
Baixa poluição luminosa
Céu claro e escuro

Além disso, é importante permitir a adaptação dos olhos ao escuro por aproximadamente 30 minutos, evitando o uso de luzes fortes ou telas durante esse período para não comprometer a visão noturna.

Utilizar a câmera do celular pode ajudar a identificar o início das luzes, pois sensores fotográficos conseguem captar brilhos mais tênues que o olho nu.

Vestir roupas adequadas para o frio é essencial, pois a espera pelo fenômeno pode ser longa e as condições noturnas são rigorosas.

Aplicativos e previsões para monitorar a aurora

Ferramentas digitais dedicadas à previsão do clima espacial e das auroras, como “My Aurora Forecast & Alerts” e “Space Weather Live”, são recomendadas para monitorar o progresso da tempestade e ajustar os horários e locais para a observação.

A imprevisibilidade do fenômeno requer atenção constante às atualizações e flexibilidade quanto à localização e tempo de observação.

Considerações finais

Este evento reforça a influência dinâmica do Sol sobre a Terra e destaca a beleza natural das auroras boreais, que podem ser observadas mesmo em latitudes relativamente baixas devido a condições geomagnéticas excepcionais. Entusiastas da astronomia e do turismo astronômico têm uma oportunidade rara para vivenciar esse espetáculo luminoso, que mescla ciência e magia nos céus noturnos.

Fonte: www.space.com

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