Índice é impulsionado por Vale, Petrobras e bancos apesar de cenário externo desafiador
Ibovespa supera marca histórica e atinge nova máxima intradia com apoio dos pesos-pesados, mesmo com turbulências no mercado internacional.
O Ibovespa voltou a registrar uma nova máxima histórica intradia nesta terça-feira (20), alcançando 166.467,56 pontos por volta das 14h20 (horário de Brasília), o que representa um avanço de 0,98% em relação à sessão anterior. Com esse desempenho, o índice se aproxima dos inéditos 167 mil pontos, refletindo uma trajetória de alta que contrasta com o cenário externo.
Ibovespa e o cenário internacional
Enquanto o Ibovespa avança, os principais índices de Wall Street recuam mais de 1%. Essa queda ocorre em meio a uma escalada nas tensões geopolíticas, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificar as ameaças a países europeus em sua tentativa de adquirir a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Esse ambiente de incerteza tem provocado saída de capital dos Estados Unidos, beneficiando mercados emergentes como o brasileiro.
A força dos pesos-pesados
O desempenho do Ibovespa é fortemente influenciado pelas ações consideradas “pesos-pesados” do índice. A Vale (VALE3) lidera os ganhos com alta superior a 1%, impulsionada pela entrada de fluxo estrangeiro em meio ao temor da escalada das tensões internacionais. Apesar disso, o avanço da mineradora é contido pela queda de 1% no preço do minério de ferro nas negociações da Dalian Exchange, na China, para 789,5 yuans por tonelada.
Outro destaque positivo é a Petrobras (PETR4), que também contribui para o avanço do Ibovespa. A alta de cerca de 1,6% no petróleo Brent, com o barril sendo negociado a US$ 65 na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres, fortalece as ações da estatal.
Além da Vale e Petrobras, os bancos, que somam metade da carteira teórica do Ibovespa junto com essas empresas, avançam em bloco. Os investidores acompanham atentamente os desdobramentos do Caso Master e o pagamento aos credores pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que impactam diretamente o setor.
Diversificação e desafios para o minério de ferro
No mercado de commodities, a primeira remessa de minério de ferro da mina de Simandou, na Guiné, embora simbólica, não deve alterar significativamente o preço do produto em 2026. A iniciativa de Pequim busca diversificar o fornecimento, reduzindo a dependência da Austrália e do Brasil, que respondem por aproximadamente 80% das importações chinesas. Essa estratégia pode trazer efeitos de médio a longo prazo para a cadeia produtiva brasileira.
Perspectivas para o Ibovespa
Com o fechamento da sessão anterior em 164.849,27 pontos e recorde histórico de fechamento em 165.145,98 pontos registrado recentemente, o Ibovespa caminha para estabelecer novos patamares nominais históricos. Até o momento, o índice acumula uma valorização em torno de 3% em 2026, demonstrando resiliência frente aos desafios externos e internos.
Destaques individuais
No dia, a maior alta foi registrada pelas ações da C&A (CEAB3), enquanto a maior queda ficou a cargo das ações da CSN (CSAN3). Essas movimentações refletem a volatilidade setorial e o impacto de fatores específicos em cada empresa.
Conclusão do movimento do dia
O movimento do Ibovespa nesta terça-feira indica confiança dos investidores brasileiros e estrangeiros no mercado acionário local, mesmo diante de um contexto internacional conturbado. A combinação de valorização dos principais setores da economia, fluxo de capital estrangeiro e estratégias globais de diversificação contribuem para o fortalecimento do índice e a criação de novas máximas históricas.
Fonte: www.moneytimes.com.br
