Investidores reagem a conflitos internacionais e decisões do Banco Central dos EUA
Tensão geopolítica eleva o ouro e prata, com investidores atentos ao Fed e cenário doméstico brasileiro.
O dia 20 de janeiro de 2026 foi marcado por intensa movimentação nos mercados financeiros globais, com a tensão geopolítica e as decisões do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos ganhando destaque e influenciando o comportamento dos investidores.
Impacto da tensão geopolítica nos mercados
As recentes atitudes mais agressivas dos Estados Unidos, especialmente em relação à Groenlândia, têm gerado incertezas no cenário internacional. A ofensiva do presidente Donald Trump quanto à anexação da Groenlândia provocou uma maior aversão ao risco, refletida na valorização significativa do ouro e da prata, que alcançaram máximas recentes. Segundo o economista João Soares, da Rio Negro Investimentos, o mercado reage negativamente à falta de previsibilidade diante de conflitos geopolíticos, exigindo um prêmio de risco maior para se posicionar.
O Fed sob os holofotes
Além das tensões externas, o foco dos investidores está na Suprema Corte dos EUA, que realiza audiência com Lisa Cook, diretora do Fed. O caso ganhou relevância após a tentativa do presidente Trump de demiti-la, o que levanta discussões sobre a independência do banco central americano. A expectativa predominante é que o Judiciário defenda Cook, cenário que, segundo especialistas, pode ter impacto mais direto sobre os mercados do que a simples indicação do próximo presidente do Fed.
Perspectivas para o mercado brasileiro
No âmbito nacional, o mercado acompanha com atenção a possibilidade de cortes na taxa básica de juros. Embora esta medida seja vista como positiva para a valorização da bolsa, a incerteza sobre o momento exato de início, a intensidade e a duração da redução tem gerado volatilidade. Entre os destaques do Ibovespa, ações de empresas como C&A, Magazine Luiza, Brava Energia, Sabesp, Azzas 2154, Lojas Renner e Minerva Foods registraram desempenho positivo.
Desempenho setorial e ativos em evidência
Por outro lado, setores ligados a siderurgia e mineração apresentaram variações negativas, com quedas nas ações de Usiminas, CSN, CSN Mineração e Gerdau. Este movimento pode estar relacionado às tendências macroeconômicas globais e ao receio dos investidores frente às incertezas políticas e econômicas.
O comportamento do ouro, como ativo de refúgio, evidencia a busca dos investidores por segurança em períodos turbulentos, enquanto os desdobramentos do caso Master no Brasil também criam um ambiente de cautela no mercado doméstico.
Este cenário reforça a importância de acompanhar atentamente tanto os fatos geopolíticos internacionais quanto as decisões de política monetária para compreender a dinâmica dos investimentos e a volatilidade dos mercados atuais.
Fonte: www.moneytimes.com.br
