Lula pede para Gleisi concorrer ao Senado e muda articulação política do governo

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Ministra Gleisi Hoffmann deve sair da Secretaria de Relações Institucionais para disputar cadeira no Senado em 2026

Lula pede para Gleisi Hoffmann concorrer ao Senado pelo Paraná, antecipando mudanças na articulação política para as eleições de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para a ministra Gleisi Hoffmann concorrer ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026, antecipando mudanças na articulação política do governo. Essa decisão deve provocar um rearranjo na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta responsável pela articulação política e estratégica entre o Executivo e o Congresso.

A articulação política em transformação

A saída da ministra Gleisi Hoffmann da SRI, para disputar o Senado, abre espaço para uma nova liderança à frente da secretaria. Tradicionalmente, o secretário-executivo Marcelo Costa, diplomata de perfil técnico, assumiria interinamente. Contudo, setores do PT defendem que o momento eleitoral exige um nome com peso político para garantir a articulação eficaz do governo.

Entre os cotados estão os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Camilo Santana (Educação), ambos senadores eleitos em 2022 e que não precisam disputar eleições este ano. A possível candidatura de Camilo ao governo do Ceará, no entanto, adiciona complexidade à escolha. O deputado José Guimarães, líder do governo na Câmara, também é lembrado para o posto, já que pode ver na SRI uma alternativa política para os próximos anos.

Estratégia presidencial para 2026

Lula tem sinalizado uma intervenção direta na escolha dos ministros que deixarão seus cargos para disputar eleições, buscando fortalecer a base no Congresso, especialmente para as disputas no Senado. Essa movimentação é vista como resposta à estratégia da oposição, que tenta formar maioria na Casa a partir de 2027 para dificultar a agenda do governo e limitar o poder do Supremo Tribunal Federal.

Na Casa Civil, a transição já está encaminhada, com Miriam Belchior assumindo no lugar de Rui Costa, que avalia disputar o Senado ou o governo da Bahia.

Ministros que permanecem durante a campanha

Diferentemente da maioria dos titulares, alguns ministros deverão permanecer em seus cargos durante o período eleitoral. É o caso de Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), que continuará à frente da pasta até o fim do mandato, centrando sua agenda no programa “Governo do Brasil na Rua”, que oferece serviços federais via mutirões nos estados.

Além dele, o general Amaro dos Santos, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), também deve manter sua função, por não exercer cargo político.

A movimentação em torno da Secretaria de Relações Institucionais e a definição dos nomes para o comando político do governo refletem a importância da articulação para garantir estabilidade e apoio no Congresso em um ano eleitoral crucial para o governo Lula.

Fonte: baccinoticias.com.br

Fonte: reprodução/PR

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