Indicação da defensor-geral da DPU segue travada após quatro meses

Assessoria DPU

Lula ainda não definiu nome para defensor público-geral federal desde votação da lista tríplice

Presidente Lula mantém represada a indicação do novo defensor público-geral federal quatro meses após eleição interna na DPU.

A indicação do novo defensor público-geral federal está suspensa desde setembro de 2025, quando foi realizada a eleição interna para o comando da Defensoria Pública da União (DPU). Passados quatro meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não realizou a nomeação, mantendo a escolha em aberto.

Contexto da eleição e lista tríplice

O processo eleitoral da DPU apontou Leonardo Magalhães como o mais votado, com 486 votos, cerca de 75% dos votos válidos entre quase 700 defensores públicos federais. Em seguida, ficaram Tarcijany Linhares Aguiar Machado, com 279 votos, e Fabiano Caetano Prestes, com 251 votos. Outros candidatos receberam votos menores, completando a lista tríplice conforme previsto na legislação.

Após a homologação dos resultados, os nomes foram encaminhados ao presidente da República para a indicação do novo defensor público-geral federal.

Apoios institucionais e políticos

Leonardo Magalhães, que ocupa a posição de defensor público-geral federal e é o primeiro negro a assumir o cargo na história da DPU, recebeu apoios formais importantes. Entre eles, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, e o deputado Damião Feliciano, coordenador da Bancada Negra da Câmara dos Deputados.

No Senado, o vice-presidente Eduardo Gomes e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, expressaram publicamente seu apoio à continuidade de Magalhães no cargo.

Expectativas para a indicação presidencial

Nos bastidores, circulam informações de que o presidente Lula pode encaminhar inicialmente a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda em fevereiro de 2026, antes de nomear o novo defensor público-geral federal.

Esse movimento indicaria uma estratégia de prioridade ou alinhamento político antes da nomeação definitiva para a DPU.

Histórico e importância do defensor público-geral federal

Durante seu primeiro mandato, Leonardo Magalhães promoveu a interiorização da DPU, abrindo mais de 30 postos e ampliando o atendimento para cerca de 600 municípios, beneficiando aproximadamente 13 milhões de pessoas. Sua recondução ao cargo representaria a continuidade dessas ações e a manutenção da representatividade histórica na instituição.

A indefinição da indicação, entretanto, gera incertezas na liderança da Defensoria e no andamento das políticas públicas ligadas à instituição.

Perspectivas e desdobramentos

A demora para a nomeação final revela a complexidade política e institucional que envolve cargos estratégicos no governo federal. A expectativa é que a definição ocorra nos próximos meses, encerrando o período de espera e possibilitando o prosseguimento das atividades com direção oficializada.

A movimentação política em torno dessa indicação reforça a relevância da Defensoria Pública da União no cenário jurídico e social brasileiro, além de evidenciar a influência do Executivo na escolha de lideranças essenciais para a garantia de direitos.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Assessoria DPU

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