Presidente dos EUA busca discurso no Fórum Econômico Mundial enquanto crise diplomática se agrava
Trump em Davos aumenta atrito com Europa ao defender compra da Groenlândia e ameaçar tarifas contra aliados.
Trump em Davos e a controvérsia sobre a Groenlândia
O presidente Donald Trump chegou a Davos, Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial de 2026, com expectativas de abordar assuntos internos como a habitação acessível. Entretanto, a sua intenção declarada de adquirir a Groenlândia — território associado à Dinamarca, país aliado da OTAN — dominou as atenções e gerou um ambiente tenso entre os países europeus e os Estados Unidos.
Repercussão internacional e resposta europeia
Líderes europeus manifestaram preocupação com a proposta de Trump, que inclui a ideia de “controle completo e total” sobre a Groenlândia. A medida, vista como uma afronta à soberania dinamarquesa, levou a uma reação diplomática que busca desescalar o conflito. Em paralelo, o governo americano ameaçou impor tarifas sobre países europeus solidários à Dinamarca, ampliando as tensões comerciais.
Esforços para conter a crise
Em Davos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, procurou minimizar os impactos da controvérsia, pedindo cautela e destacando que a política “América Primeiro” não significa isolamento americano. Ele convidou jornalistas e representantes europeus a manterem a calma diante da situação, ressaltando a importância da cooperação internacional.
Impacto no Fórum Econômico Mundial
A presença de Trump, o primeiro presidente dos Estados Unidos a comparecer ao evento desde Bill Clinton, transformou a dinâmica da conferência, que tradicionalmente reúne executivos, políticos e líderes dos setores público e privado. A pauta do encontro, que previa discussões globais sobre economia e sustentabilidade, foi eclipsada pelos desdobramentos da crise envolvendo a Groenlândia.
Perspectivas futuras da relação EUA-Europa
A disputa sobre a Groenlândia e as ameaças tarifárias indicam um momento crítico na relação transatlântica. Especialistas e diplomatas acompanham atentamente as negociações e os discursos em Davos, buscando caminhos para restaurar a confiança e fortalecer alianças estratégicas que têm sido fundamentais desde a Segunda Guerra Mundial.

_Foto: The Washington Post_
Fonte: www.washingtonpost.com
Fonte: The Washington Post)
